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INVESTIMENTO

Terminais portuários investem em drones para dar mais precisão às operações

Especialista afirma que veículos aéreos representam avanço e modernização no setor

Da Reportagem

Publicado em 27/03/2023 às 08:00

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Drones entraram de vez na rotina das operações no Porto de Santos / Santos Drone - Imagens Aéreas

Otimização define um recurso que passou a ser usado recentemente nos terminais portuários de Santos: os drones, veículos áereos não tripulados que são controlados remotamente. No caso do porto, a câmera acoplada ao drone ajuda na função de otimizar operações de carregamento e descarregamento de cargas, evitando desperdídicios e permitindo acompanhar o uso correto das máquinas.

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Gabriel Ribeiro, fundador da 'Santos Drone - Imagens Aéreas', conta que ja realizou "trabalho para grandes empresas, tanto na parte de infraestrutura como obras de dragagem, por exemplo, quanto para acompanhar o carregamento e descarregamento dos navios para os terminais".

O uso de drones pode reduzir o tempo da operação, aumentar a produtividade e a precisão, garantir mais segurança aos trabalhadores e acompanhar de perto a situação dos equipamentos e produtos. Ele ressalta que "o mais comum é o uso de drones convencionais com alta tecnologia embarcada como sensores de proximidade, GPS, câmeras termais, retorno automático em caso de perda de sinal. Definitivamente, um avanço para o setor portuário".

Gabriel Ribeiro ainda conta que as imagens gravadas pela câmera acomplada ao drone são usados em vídeos institucionais para os terminais ou para agências marítimas.

"É possível gravar vídeos excelentes, não apenas no sentido técnico e na observação das operações, mas também garantem imagens muito bonitas e precisas dos terminais. O resultado são os vídeos institucionais que funcionam como um 'mega' cartão de visita para os terminais apresentarem aos clientes".

REGRAS NO PORTO.
Para sobrevoar a região portuária, que é uma área que pertence à União, é necessária autorização da Santos Authority Port (SPA).

De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, o uso de drones no Porto de Santos é regido pela Norma da Autoridade Portuária  NAP.SUPGP.OPR.002 que prevê que todos os voos no Porto Organizado devem ser autorizados mediante a anuência dos órgãos de administração do espaço aéreo, seguro de acidentes e proibição de sobrevoo nos terminais de combustíveis.

Só no ano passado, a instituição emitiu 42 autorizações para uso de drones - algumas dessas duram meses e o solicitante deve informar cada decolagem. Gabriel Ribeiro está por dentro do protocolo.

"O sobrevoo sem autorização é proibido. Todos os trabalhos que fazemos seguem um protocolo que envolve a autorização da SPA e a documentação obrigatória para quem opera drone que é o cadastro na Agência Nacional de Aviação Civil, o seguro RETA, que significa Responsabilidade Civil do Explorador ou Transportador Aéreo, que é uma proteção obrigatória para qualquer tipo de aeronave, independentemente da finalidade e também a análise de risco". 

FINALIDADES.
- Manutenção preventiva em  áreas de difícil acesso (tetos de galpões, locais confinados, áreas de risco, estruturas do píer, tanques de armazenamento), operação de pátio, avaliação de topografia de pilhas, coleta de particulados, avaliação de armazenagem de contêiner; avaliação de armazenagem de carga geral; operação de píer, monitoramento das operações de manobra dos navios na frente do píer; controle do carregamento do navio; verificação do calado dos navios “draft survey”, acompanhamento ao vivo da operação de manobra do navio junto píer e berços; acompanhamento do processo de amarração dos navios; verificação do nível de carga dentro dos porões; identificação de descargas proibidas pelo navio, identificação de desperdício de cargas nas operações, segurança patrimonial; controle e vigilancia e monitoramento e mapeamento ambiental.

DRONES.
Para quem imagina que estes veículos que sobrevoam shows e eventos servem apenas para registrar imagens, vale ressaltar que, além da tecnologia ser usada no Porto de Santos, os drones também podem transportar mercadorias ou ainda salvar vidas ao procurar pessoas que se perderam em lugares de difícil acesso.

Na agricultura e na área da segurança, eles também marcam presença mapeando áreas de plantação e monitorando lugares e eventos.

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