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Santos

Em Santos, sindicato venderá gasolina a R$ 4 o litro na quinta-feira; veja detalhes

Ação 'Dia Nacional da Gasolina sem PPI' ocorre em todo o país como uma forma de denúncia a política de preços estabelecida na venda do combustível

O consumidor, afetado pelo preço da gasolina, também está tendo dificuldades para recorrer ao substituto imediato nos veículos com motor flex / Tomaz Silva/Agência Brasil

O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista irá promover o Dia Nacional da Gasolina sem PPI nesta quinta-feira (25). A ação é encabeçada pela Federação Nacional dos Petroleiros e pelo Observatório Social da Petrobrás, seu intuito é fornecer gasolina a R$ 4,40 por litro.

A campanha ocorrerá de Norte a Sul do país. No litoral de São Paulo, Santos e Caraguatatuba participarão da ação e terão disponibilizados seis mil litros do combustível para venda (três mil por região), para motoboys entregadores de aplicativos e limitado a 9 litros por moto.

O Cadastro para fornecimento dos cupons acontece a partir das 9h na sede, em Santos, situada na  Avenida Conselheiro Nébias, na Vila Mathias. O Sindipetro afirma que só serão aceitos pagamentos em espécie ou Pix. Após aquisição dos vales, os participantes irão abastecer as motos no Super Posto Constituição, localizado na Rua da Constituição, no bairro Vila Mathias. 

No Litoral Norte, em Caraguatatuba, o cadastro para fornecimento dos cupons acontece a partir das 9h em uma tenda ao lado do Auto Posto Britânia, localizado na Rua Álvaro Theodoro da Cruz, no Jardim Britânia, em Caraguatatuba, onde os motoboys poderão abastecer também a R$ 4,40.

Segundo o Sindicato, o pagamento deve ser feito no posto de combustível, com a apresentação dos cupons, que serão limitados a 9 litros por moto. O objetivo da iniciativa é denunciar como a política de privatização da empresa já gera consequências como os preços abusivos dos combustíveis praticados hoje no Brasil.

A iniciativa também denuncia a Política de Preço de Importação (PPI). Em nota, o Sindipetro pede o fim da paridade de preços de importação, a suspensão do desmonte da Petrobrás, a diminuição  da importação de derivados e a retomada das obras de ampliação das refinarias, pois segundo eles, dessa forma atenderia melhor o mercado interno e estiularia a geração de emprego.

Política de Preço de Importação

O PPI é uma política adotada no Governo Temer, em 2016, e implantado pelo presidente da Petrobrás à época, Pedro Parente, que precifica os combustíveis conforme as variações do dólar e do petróleo internacional. 

Apesar de cerca de 80% dos derivados do petróleo serem produzidos hoje no Brasil, o PPI segue o mercado de importação, e usa a cotação do barril de petróleo e do dólar. Ainda há os custos da importação, que incluem transporte e taxas portuárias, como principais referências para o cálculo da gasolina, seguro para garantir a estabilidade cambial e do preço do produto durante o tempo de importação e ainda atribui um lucro, criando altos preços para o consumidor brasileiro.

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