Santos

Após sofrer perseguições, síndico profissional tem vitória judicial em Santos

Intuito do profissional é alertar as pessoas sobre o que podem dizer ou fazer, além de explicar o papel de um gestor

Igor de Paiva

Publicado em 10/11/2023 às 07:30

Atualizado em 10/11/2023 às 11:29

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O especialista sofreu com perseguições de moradores / Pedro Henrique Fonseca/DL

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Apesar de ser um síndico reconhecido e com bastante destaque na região da Baixada Santista, nem tudo são flores na área profissional na vida de Edison Junior. O especialista afirma ter sofrido com perseguições de em um prédio em Santos e precisou da Justiça para resolver o problema em questão.

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Segundo o próprio Edison Junior, o problema se iniciou logo após sua posse no cargo, em meados de 2016. "Assim que eu entrei, eles já colocaram uma ação de anulação de assembleia".

Esse tipo de mecanismo, não permitiria que ele pudesse efetuar as operações e muito menos exercesse sua função. No entanto, após uma ação na Justiça, ele conseguiu enfim assumir o posto.

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Na sequência, os indivíduos entraram com uma ação para invalidar qualquer decisão de reforma ou de obra no ambiente. A postura de tentar atrasar e atrapalhar o rendimento do profissional se perpetuou até sua retirada da função.

Em seu último ato, em 2019, Edison afirma que houve uma falsificação de documentos e se tornaram os novos síndicos do edifício . "Foram no cartório, registraram a ata e foram no banco e mexeram nas contas do prédio", explicou.

Edison explica que estava fiscalizando a lixeira do condomínio quando soube da notícia. Além disso, houve uma remoção de todas as câmeras por parte deles.

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No sentido oposto, todos os outros moradores assinaram um abaixo-assinado para anulação da nova direção.

Decisão judicial

Além da dor de cabeça causada pelo conflito, a vontade de levar o caso até a Justiça foi para defender a sua autoridade e também alertar as pessoas sobre o que podem dizer e do papel do gestor.

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"Eu acho que as pessoas precisam filtrar muito o que falam, porque existe o síndico e um ser humano através da função. A Justiça existe e ela pune. Já os síndicos e os administradores precisam procurar a Justiça quando lidarem com esse tipo de gente, porque elas existem", disse.

O resultado positivo veio através de um erro da própria ilegalidade. No momento de criar os documentos falsificados, Edison afirma que eles colocaram o chamada da reunião no mesmo dia da própria assembleia, o que torna o acontecimento ainda mais incorreto.

Somado a isto, o juiz do caso afirmou que todas as ações realizadas pelos indivíduos feriram também a imagem de Edison. "Ele passou do mero aborrecimento, deixou marcas. Isso aconteceu em 2019, mas eu só tive vitória agora", explicou.

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Com a decisão, ele recuperou seus 'poderes' e as chaves do prédio, onde ainda prestou serviços por mais seis meses.

Trajetória como síndico

O cargo de liderança chegou há 11 anos na vida de Edison Junior. A sua trajetória como síndico começou de modo natural, atuando no edifício em que morava.

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O bom rendimento conquistou os moradores, que pediram para ele continuar atuando na função, mesmo após a venda de seu apartamento no local. "Nisso que eu vendi o apartamento, eu falei ' pessoal, eu vendi o apartamento e não posso mais ser síndico'. Mas o pessoal pediu para eu ficar, o prédio melhorou muito. Eu peguei o pior prédio do conjunto habitacional, eles viram a diferença entre o antes e o depois", explicou.

Logo no seu novo endereço, ele também assumiu o papel de administrador. Com isso, Edison se tornou uma referência no assunto e ganhou bastante indicações, fato que serviu como estopim para entrar no ramo.

No total, o empreendimento conta com mais de 50 prédios, localizados em Santos, Praia Grande e São Vicente, dentro da cartela de clientes ativos. Desses, Edison atua diretamente em 15.

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