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PF indicia número 2 da AGU e chefe de gabinete de Dilma em SP

Operação visa organização que age em órgãos públicos federais para obter pareceres técnicos fraudulentos

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24 NOV 201210h20

A chefe de gabinete da Presidência da República, em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado-geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, braço direito do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, são os dois principais alvos da Operação Porto Seguro da Polícia Federal (PF), deflagrada ontem em Brasília e São Paulo para desarticular organização criminosa infiltrada em sete órgãos federais para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em benefício de interesses privados.

A PF apreendeu documentos do gabinete do número dois da AGU, que fica localizado no mesmo andar da sala de Adams. Desde o início da manhã, Adams reuniu-se com sua equipe para avaliar o impacto da operação na pasta. Às 6h, agentes da PF chegaram ao prédio da AGU, em Brasília. Foram direto ao 14º andar e se dirigiram ao gabinete de Weber. Os policiais recolheram computador, pendrives e documentos no gabinete do ministro adjunto. Ainda pela manhã, Weber também prestou depoimento aos policiais na Superintendência da PF.

Também foram recolhidos documentos na sala que Rosemary Noronha ocupa, no escritório da Presidência em São Paulo, localizado no 17º andar do prédio do Banco do Brasil, na Avenida Paulista. A PF imputa a Weber e a Rosemary crime de corrupção ativa. Segundo a PF, há indícios de que, “pelo menos”, no período entre abril e novembro de 2012 Weber solicitou duas passagens de Cruzeiro, no valor de R$ 6,5 mil, cada, para ele e para a mulher. Ele teria favorecido o ex-senador Gilberto Miranda, a quem a PF atribui o crime de corrupção passiva, nos autos de um processo relativo a empreendimento imobiliário em uma ilha. A PF sustenta que Rosemary, “valendo-se do cargo de chefe de gabinete Regional da Presidência da República recebeu vantagens”.

A Porto Seguro mobilizou 180 agentes e delegados da PF para cumprimento de seis mandados de prisão e 43 de buscas e apreensão nos municípios paulistas de Cruzeiro, Dracena, Santos e São Paulo, além de Brasília. A investigação aponta para “servidores corrompidos” em sete órgãos públicos, dos quais três agências reguladoras: Agência Nacional de Águas (Ana), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência de Transportes Aquaviários (Antaq).

Também estão sob investigação funcionários dos Correios, da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da AGU e do Ministério da Educação. A PF apreendeu 18 malotes de documentos nas repartições, além de discos rígidos de computador e mídias digitais.

Operação visa organização que age em órgãos públicos federais para obter pareceres técnicos fraudulentos (Foto: Agência Estado)



 

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