Prefeito de Guarujá e secretário de Educação recebem liberdade provisória

Segundo nota oficial da Prefeitura, Válter Suman e Marcelo Nicolau devem continuar suas atividades no Executivo

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18 SET 2021Por Da Reportagem21h15
A investigação aponta Suman como 'suposto líder' de um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde em meio ao enfrentamento da Covid-19A investigação aponta Suman como 'suposto líder' de um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde em meio ao enfrentamento da Covid-19Foto: Helder Lima/PMG

O prefeito de Guarujá, Válter Suman, e o secretário de Educação, Marcelo Nicolau, deixaram o presídio na tarde deste sábado (18), após a Justiça Federal conceder liberdade provisória. Ambos foram presos na última quarta-feira (15) durante a 'Operação Nácar', da Polícia Civil, que apura um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde. Suman continuará as atividades como prefeito, segundo nota oficial divulgada pela Prefeitura.

A decisão desta sexta-feira (17) da Justiça Federal considerou a prisão do chefe do Executivo como "excessiva" e que ambos seriam soltos por não apresentarem risco de fuga. Por volta de 17h deste sábado, o prefeito e o secretário saíram da Penitenciária.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal, que pediu a prisão temporária de Suman e Nicolau, apuram os crimes de corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Conforme a decisão que pediu a busca e apreensão em endereços relacionados aos suspeitos, a investigação aponta o prefeito como 'suposto líder' de um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde em meio ao enfrentamento da Covid-19.

Apesar da liberdade provisória, segundo o desembargador Maurício Yukikazu Kato, há a existência de crime de lavagem de dinheiro, com a possível participação de Válter Suman e Marcelo Feliciano Nicolau. No documento, ele afirma ainda que foram encontrados mais de R$ 1,7 mi, divididos em quatro endereços distintos, todos vinculados aos dois. Além disso, mais de 300 joias foram encontradas na residência do chefe do Executivo.

Para que eles continuem em liberdade provisória, algumas medidas devem ser cumpridas, como o comparecimento a cada dois meses em juízo, para informar e justificar suas atividades e a todos os atos para os quais forem convocados no curso das investigações. Eles ainda estão proibidos de se falarem e se ausentarem do Estado de São Paulo por mais de 5 dias, sem autorização da Justiça. O passaporte de ambos deve ser entregue em 24 horas a partir do cumprimento da soltura.