Operação da Polícia Civil no Caruara resulta em três prisões

Acusado de homicídio e apontado como liderança do tráfico, Gibson Amparo, o Didi, foi um dos capturados

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12 MAR 201314h32

Operação deflagrada por policiais do 1º Distrito Policial de Santos (Centro), na manhã de ontem (11), resultou na prisão de Gibson dos Santos Amparo, o Didi, apontado como liderança do tráfico no bairro Caruara e acusado de ter matado um rival no ano passado. Também foram presos na operação o irmão de Didi, Gustavo dos Santos Amparo, o Gugu, e Raul da Silva Sabino.

Segundo o delegado titular do 1º DP, Alexandre Aranha, moradores do Caruara relataram, durante as investigações, que os três capturados causavam muitos transtornos na localidade e eram “muito temidos”.

Didi e Raul estavam com mandados de prisão temporária decretada pela Justiça em razão do homicídio de Erisvaldo Francisco da Graça, o Vado, em junho de 2012. O crime aconteceu em uma casa onde Didi já residiu.

De acordo com o delegado, pessoas próximas a Vado, que tinha posição de comando no tráfico, teriam se desentendido com o bando liderado por Didi.

Na moradia de Didi os policiais do 1º Distrito Policial de Santos apreenderam um revólver de calibre 38 (Foto: Divulgação)

Munido de uma escopeta, Vado teria ido tirar satisfações com Didi e acabou assassinado a tiros no corredor da casa do rival. Didi e Raul relataram, ao serem ouvidos no inquérito, que “homens usando roupas pretas” cometeram o homicídio”.

As investigações, porém, por meio de oitivas de diversas testemunhas, levaram o delegado a concluir que Didi foi o autor da execução e que Raul tentou encobrir a verdade em depoimento. O segundo acusado estava na casa de Didi no momento do crime, afirma Aranha.

Apreensões

Um revólver de calibre 38 foi apreendido na casa de Didi, que foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma. Já na moradia de Gugu, os policiais apreenderam mais de 100 gramas de crack, balança de precisão e sacos plásticos para embalo da droga. Ele foi autuado por tráfico.

As diligências da operação ocorreram de forma simultânea. Sob o comando do delegado Aranha e do investigador-chefe, Luis Durante, todo o efetivo do distrito foi mobilizado para a ação.