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Polícia

'Foi pras ideias?' Saiba como funciona o Tribunal do Crime após caso do PM Luca Romano

De acordo com o delegado da ocorrência, ala do PCC foi responsável pela morte

Da Reportagem

Publicado em 21/05/2024 às 11:16

Atualizado em 21/05/2024 às 11:22

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O soldado da corporação Luca Romano Angerami estava desaparecido / Reprodução

O desfecho do caso do desaparecimento do soldado da Polícia Militar Luca Romano colocou ainda mais em evidência o termo “Tribunal do Crime”. De acordo com o delegado da unidade responsável pela ocorrência, Fabiano Barbeiro, a ala do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi responsável pela decisão de ceifar a vida do agente.

De maneira geral, a facção criminosa utiliza uma versão paralela da justiça comum para definir o futuro de quem considera pessoas que ferem o estatuto da organização. A postura também é conhecida como tabuleiro. 

Ainda de acordo com o Ministério Público, a movimentação também decidiu resolver problemas criminais e morais dentro das regiões de periferias do Estado de São Paulo.

Origem

O “tribunal do crime” foi criado por Marcos Herbas William Camacho, o “Marcola”, homem apontado como principal líder do PCC, no início dos anos 2000. Na ocasião, foi criado o setor de disciplina. 

O grupo de pessoas que ocupam essa posição são os responsáveis por garantir que todas as regras da facção sejam seguidas. Em caso de algum erro,  eles também devem aplicar punições.

Ainda de acordo com o trabalho realizado pelo MPSP, em cada comunidade tem um. A posição dele serve como uma versão criminosa do corregedor. 

Como acontece os julgamentos

Os suspeitos são convocados pessoalmente ou por mensagens no celular. Desse modo, a data e horário são informados. 

Além da presença dos “juízes” e do “réu”, também é permitido defesa e testemunhas dos casos. Após todos os depoimentos,  a decisão é tomada por um membro da Sintonia 14, a alta cúpula da organização. 

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