Indústria elimina 259 mil postos de trabalho, aponta IBGE

As demissões foram puxadas pelos segmentos de veículos automotores e de alimentos e bebidas, apontou Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE

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26 MAR 201513h18

A indústria eliminou 259 mil postos de trabalho em fevereiro, em relação ao mesmo mês de 2014, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego divulgados nesta quinta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de ocupados no setor caiu 7,1% no período.

As demissões foram puxadas pelos segmentos de veículos automotores e de alimentos e bebidas, apontou Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Houve dispensa de 47 mil pessoas na fabricação de veículos automotores; 46 mil empregos a menos na fabricação de alimentos e bebidas; 26 mil vagas a menos no setor de máquinas e equipamentos para processamento de dados; e redução de 20 mil empregados em máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

A indústria eliminou 259 mil postos de trabalho em fevereiro (Foto: Divulgação)

A região metropolitana de São Paulo foi responsável pelo corte de 201 mil vagas no período de um ano. O setor de produtos alimentícios e bebidas demitiu 50 mil pessoas, enquanto a indústria automotiva dispensou outros 43 mil trabalhadores.

Na passagem de janeiro para fevereiro, entretanto, a indústria contratou 12 mil funcionários no total das seis regiões metropolitanas investigadas, alta de 0,4% na ocupação. O principal parque industrial do País, São Paulo, criou 64 mil vagas. "Apesar de ter um acréscimo de 64 mil (empregos) em São Paulo, a variação (4,0%) não foi estatisticamente significativa" ponderou Adriana.

No total da pesquisa (resultados das seis regiões pesquisadas), a construção demitiu 105 mil trabalhadores em fevereiro ante fevereiro de 2014, queda de 5,9% no total de ocupados. O comércio criou 65 mil vagas no período, alta de 1,5%. Os serviços prestados a empresas contrataram 51 mil pessoas, avanço de 1,4%. Educação, saúde e administração pública dispensaram 48 mil funcionários, queda de 1,2%. Os serviços domésticos contrataram 94 mil pessoas, alta de 7,1%. Já o segmento de outros serviços aumentou em 23 mil ocupados, crescimento de 0 5%.