Fantasias e adereços geram renda em oficina de costura

A oficina de costura funciona durante todo o ano, mas é no carnaval que as participantes podem ver na prática todo o resultado

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24 ABR 201516h46

Há seis anos, todas as quintas-feiras à tarde, a aposentada Josefa Maria Dias, de 53 anos, pega o ônibus próximo a sua casa na Curva do S, em Praia Grande, com destino a ONG Projeto Faces, na Vila Sônia. Incentivada pelo filho, que também integrou a diretoria do projeto, ela passou a ministrar aulas de corte e costura. A oficina tem dado resultados e gera renda e trabalho às mulheres participantes, principalmente no período que antecede os desfiles de Carnaval na Cidade.
 
"Acho muito lindo o trabalho voluntário. A gente sabe que quem sabe costurar nunca fica sem emprego ou sem um dinheirinho. A gente ajuda e se ajuda. Me sinto muito feliz. Ontem eu aprendi. Hoje eu ensino", disse Josefa.

Crédito: Matheus Tagé / DL
 
A oficina de costura funciona durante todo o ano, mas é no carnaval que as participantes podem ver na prática todo o resultado. Bel, presidente da entidade, conta que o projeto conta com o apoio da Liga das Escolas de Samba de Praia Grande, que recomenda a cooperativa de costureiras às agremiações para receber a carta de crédito destinada à confecção de fantasias e adereços.
 
"São mulheres da Vila Sônia que aprendem a manusear as máquinas. São 12 no total, mas o trabalho é tanto que sempre tem espaço para mais. A partir de novembro já começam os trabalhos. Elas ganham por peça que confeccionam. Os retalhos e as sobras de materiais utilizados nas fantasias nós utilizamos durante o ano nas aulas de costura e artesanato e na confecção dos figurinos das bailarinas. Isso que nos salva durante o ano", destacou Bel.