Chaminé e fornos para o conclave são instalados pelos bombeiros do Vaticano

escolhido. A fumaça de cor branca é a indicação de que há um papa eleito. Mas se a fumaça tiver cor escura, não há consenso e o papa não foi escolhido

10 MAR 2013 • POR • 00h19

Bombeiros do Vaticano finalizam os preparativos para o conclave. Ao longo do dia de ontem (9), eles instalaram a chaminé no teto da Capela Sistina, por onde será lançada a fumaça que vai indicar se o papa foi escolhido. A fumaça de cor branca é a indicação de que há um papa eleito. Mas se a fumaça tiver cor escura, não há consenso e o papa não foi escolhido, obrigando os cardeais a se reunirem em novas votações até um acordo.

Paralelamente à instalação da chaminé foram levados dois fornos, nos quais as cédulas dos votos  dos 115 cardeais serão queimadas. Após cada votação, há a emissão da fumaça – branca ou escura – para informar ao mundo a decisão. O consenso só é obtido se houver dois terços do total de votos.

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Desde o último dia 5, a Capela Sistina está sendo preparada para o conclave. O local foi fechado para visitas públicas. Hoje, por exceção, foi aberto por alguns minutos. Os policiais do Vaticano redobraram os cuidados e passaram a fazer rondas mais frequentes e demoradas nos principais locais. Jornalistas são avisados que só podem transitar em determinadas áreas.

Durante o conclave, que começa no dia 12, os cardeais deverão ficar isolados. Não deverão receber informações externas nem acompanhar os noticiários. Antes de entrar para a assembleia, todos serão cuidadosamente revistados. O Vaticano pretende instalar um sistema para bloquear a comunicação, inclusve para telefones celulares.

Às vésperas do início do conclave aumentam as apostas sobre quem será o papa. A turista alemã Magdalena Krenek, que é católica, disse que o papa será negro e africano. “Tenho a impressão de que o papa será negro e virá da África. O que será bom para todos”, disse ela. Já o italiano Nuncio Sposito disse que não tem um nome em mente, mas garante que será um cardeal da Itália. “Eu gostaria que fosse italiano”.