A corrida eleitoral de 2026 já começa a ganhar contornos mais definidos na Baixada Santista. Pesquisa realizada pela Badra Comunicação nos nove municípios da região mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto. Enquanto isso, o ministro Márcio França aparece como principal nome na corrida por uma das vagas de São Paulo no Senado Federal.
O levantamento ouviu 10.022 eleitores entre os dias 27 de abril e 2 de maio nos nove municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista. Ele tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
No cenário estimulado para presidente da República, quando os entrevistados recebem uma lista de candidatos, Lula aparece com 35,5% das intenções de voto. Em segundo lugar está Flávio Bolsonaro, com 28,8%. O atual presidente também lidera pesquisa com eleitores de 62 municípios do Estado.
A distância entre os dois é de 6,7 pontos percentuais, superior à margem de erro da pesquisa.
Bem atrás dos líderes aparecem Ciro Gomes, com 5,3%, Romeu Zema, com 2,4%, e outros pré-candidatos com índices inferiores a 3%.
O cenário demonstra que a polarização entre os campos políticos ligados a Lula e ao ex-presidente Jair Bolsonaro continua predominando. Aliás, ela também predomina entre os eleitores do litoral paulista.

Espontânea mostra eleitorado ainda indefinido
Quando os entrevistados responderam sem receber uma lista de candidatos, os índices de indecisão cresceram significativamente.
Lula foi lembrado por 14,5% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 6,7% das citações espontâneas.
No entanto, o dado mais expressivo aparece entre os eleitores que ainda não demonstram preferência consolidada. Enquanto isso, 40,8% disseram não saber responder e 29,9% afirmaram não votar em ninguém.
Somados, os dois grupos representam mais de 70% dos entrevistados, indicando que boa parte do eleitorado regional ainda não acompanha de perto a sucessão presidencial.
A pesquisa também mediu os índices de rejeição dos pré-candidatos ao Planalto. Flávio Bolsonaro aparece como o candidato mais rejeitado, citado por 33,6% dos entrevistados. Lula surge logo atrás, com 31,3%.
Nenhum dos demais concorrentes se aproxima desses percentuais, reforçando a forte polarização observada na disputa presidencial.
Márcio França lidera disputa pelo Senado
No cenário para o Senado Federal, o principal destaque regional é Márcio França. Ex-governador de São Paulo e ex-prefeito de São Vicente, ele lidera o primeiro voto para senador entre os eleitores da Baixada Santista.

Segundo a pesquisa, França registra 23,2% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre a ministra Simone Tebet, que aparece com 16,3%. Ademais, ele abre vantagem sobre o secretário estadual de Segurança Pública Guilherme Derrite, com 12,8%.
Na sequência aparecem Ricardo Salles, com 6,2%, André do Prado, com 5,6%, e José Aníbal, com 3,5%.
O desempenho de Márcio França chama atenção por ocorrer justamente na região onde o político construiu sua trajetória pública. Ele é nascido em Santos e ex-prefeito de São Vicente. França mantém forte identificação com o eleitorado da Baixada Santista. Esse fator ajuda a explicar a vantagem observada no levantamento.
Quando são somados o primeiro e o segundo votos para o Senado, França permanece na liderança regional com 16,9%. Ele está à frente de Simone Tebet, que registra 12,2%, e Guilherme Derrite, com 11,7%.
Cenário ainda pode mudar
Apesar das lideranças de Lula na disputa presidencial e de Márcio França na corrida ao Senado, a pesquisa mostra que uma parcela expressiva do eleitorado da Baixada Santista ainda não definiu suas escolhas para 2026.
Os elevados índices de indecisão observados nas respostas espontâneas indicam que o cenário permanece aberto e sujeito a mudanças nos próximos meses.
Por enquanto, porém, os números apontam para a manutenção da polarização nacional entre Lula e o bolsonarismo. Ao mesmo tempo, apontam para a força de Márcio França entre os eleitores do litoral paulista. Com isso, consolidam o ex-governador como um dos principais nomes da região na disputa por uma cadeira no Senado Federal.
