Enquanto as corridas para presidente e governador ainda são dominadas pelos grandes nomes da política nacional e estadual, a disputa pelo Legislativo começa a desenhar quem poderá representar a Baixada Santista em Brasília. Assim, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a partir de 2027, novas lideranças podem surgir.
Pesquisa realizada pelo Instituto Badra com 10.022 eleitores dos nove municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista aponta que os candidatos mais lembrados para deputado federal e deputado estadual são, em sua maioria, figuras já consolidadas na política regional.
O levantamento revela ainda um cenário de forte concentração de votos em poucos nomes. Especialmente entre os candidatos com mandato ou alta exposição pública na região, essa concentração se destaca.
Na corrida para a Câmara dos Deputados, o ex-prefeito de Santos Paulo Alexandre Barbosa aparece na liderança com 24,5% das intenções de voto no cenário estimulado. Logo atrás surge a deputada federal Rosana Valle, com 18,5%. Em terceiro lugar aparece Delegado Da Cunha, com 12,8%. Além disso, Dr. Caseiro, com 5,4%, está na sequência.
Os números mostram que Paulo Alexandre – que trocou de partido recentemente – e Rosana Valle chegam ao início da pré-campanha como os nomes mais fortes da Baixada para a disputa federal. Juntos, concentram mais de 40% das intenções de voto entre os entrevistados.

Eleitor ainda demonstra pouca lembrança espontânea
Apesar da liderança dos principais candidatos no cenário estimulado, a pesquisa mostra que a maior parte dos eleitores ainda não possui uma escolha consolidada. Ao responder sem receber uma lista de nomes, esses eleitores ficam indecisos.
Na pesquisa espontânea para deputado federal, 55,8% afirmaram não saber em quem votar, enquanto 31,9% disseram não votar em ninguém.
Entre os poucos nomes lembrados espontaneamente aparecem Rosana Valle e Paulo Alexandre Barbosa, ambos com 0,8% das citações.
O resultado indica que a disputa para a Câmara Federal ainda depende fortemente do período de campanha para consolidar escolhas.
Corrida para a Assembleia Legislativa
Na disputa para deputado estadual, o principal destaque do levantamento é Caio França.

No primeiro cenário estimulado, o parlamentar aparece com 18,6% das intenções de voto, liderando a corrida regional. Em segundo lugar surge Solange Freitas, com 13,6%, seguida por Tenente Coimbra, com 6,3%. Paulo Corrêa Jr. também aparece entre os mais citados, com 2,8%.
Quando o instituto restringe o cenário apenas aos atuais deputados estaduais eleitos pela Baixada e aos nomes mais competitivos da região, Caio França amplia a vantagem e alcança 21,9%. Enquanto isso, Solange Freitas registra 14,3% e Tenente Coimbra chega a 7,1%. Além disso, Paulo Corrêa Jr. aparece com 3,3%.
Já no cenário composto apenas pelos atuais deputados estaduais da região, Caio França chega a 22,1%. Solange Freitas alcança 16,3%. Tenente Coimbra registra 8,7% e Paulo Corrêa Jr. aparece com 4,4%.
Os números mostram que o grupo político liderado pela família França continua exercendo forte influência na Baixada Santista. Além da liderança de Márcio França na disputa pelo Senado, apresentada em outro recorte da pesquisa, Caio França aparece na dianteira em todos os cenários avaliados para a Assembleia Legislativa.
Ao mesmo tempo, Solange Freitas surge como principal adversária na disputa estadual, consolidando-se como um dos nomes de maior alcance eleitoral da região.
Cenário aponta renovação limitada
Os dados da pesquisa sugerem que o eleitor da Baixada Santista tende a privilegiar figuras já conhecidas da política regional. Tanto na disputa federal quanto na estadual, os candidatos mais bem posicionados são políticos com mandato. Além disso, ex-prefeitos, parlamentares ou lideranças que já possuem forte exposição pública se destacam.
Nesse cenário, Paulo Alexandre Barbosa e Rosana Valle despontam como favoritos para a Câmara dos Deputados. Enquanto isso, Caio França, Solange Freitas, Tenente Coimbra e Paulo Corrêa Jr. aparecem entre os nomes mais competitivos para representar a região na Assembleia Legislativa a partir de 2027.
