Política
Após morte de padre, vereadores e Prefeitura aceleram plano para descentralizar o Samu; motoristas são a peça que falta para socorro chegar mais rápido
Chefe de Serviços do Samu, Gisela Vaz, explicou que o principal obstáculo para a ampliação das bases é a carência de motoristas / Divulgação/Governo Federal
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Os vereadores Marcinho (PSB) e Guilherme do Salão (PSB) intensificaram a pressão pela implantação de uma ambulância fixa no bairro Vale Verde, em Cubatão, durante reunião realizada na última semana com representantes da área da Saúde municipal.
A demanda, antiga no Legislativo, ganhou novo peso após a morte do padre Oscar Vasconcelos de Souza Filho, que passou mal no último domingo enquanto se preparava para celebrar uma missa.
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Segundo os parlamentares, a distância do bairro em relação às atuais bases de atendimento e os frequentes congestionamentos no acesso à região tornam urgente a descentralização do serviço de emergência. Atualmente, a estrutura de ambulâncias fixas opera no Jardim Casqueiro.
“Se você tem uma ambulância lá [fixa no bairro], você já ganha metade do tempo”, afirmou Marcinho durante o encontro, defendendo que a medida pode ser decisiva em ocorrências de urgência e emergência.
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Distância do bairro e frequentes congestionamentos tornam urgente a descentralização do serviço de emergência (Reprodução/Google Maps)Durante a reunião, a chefe de Serviços do Samu, Gisela Vaz, explicou que o principal obstáculo para a ampliação das bases não é a ausência de ambulâncias ou de equipe médica, mas sim a carência de motoristas para conduzir os veículos disponíveis.
Segundo ela, o Samu já formalizou o pedido para reforço no quadro de condutores.
O vereador Guilherme do Salão criticou a demora para resolução do problema e lamentou a falta de avanços em demandas consideradas prioritárias pela população.
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A secretária municipal de Saúde, Joyciene Montes, afirmou que a Prefeitura mantém diálogo com o Samu e com o Instituto Alpha — responsável pela gestão do Pronto-Socorro Central, do PS Infantil e do próprio Samu — para viabilizar a descentralização das bases operacionais.
De acordo com a secretária, uma das alternativas em análise é a revisão do contrato com o Instituto Alpha para incluir novos motoristas e colocar em operação duas ambulâncias excedentes que o município já possui.
“Na discussão, conversamos sobre o Vale Verde, que é um bairro afastado, e Cotas, que seria para atender também Fabril, Pilões, Água Fria”, explicou Joyciene.
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O bairro Vale Verde tem uma Unidade de Saúde da Família (Reprodução/Facebook)Caso a base seja implantada no Vale Verde, a ambulância não ficará restrita ao bairro e poderá atender outras regiões do entorno, ampliando a cobertura da rede de urgência no eixo mais afastado do município.
A proposta integra um plano maior de descentralização do atendimento móvel de urgência em Cubatão, especialmente para regiões periféricas e de acesso mais complexo.
Saúde de Cubatão deve ganhar um reforço do setor privado: O Grupo Trasmontano vai inaugurar, ainda no primeiro semestre deste ano, uma nova unidade de pronto atendimento da rede IGESP em Cubatão. O equipamento funcionará na Avenida 9 de Abril e integra o plano de expansão da operadora na Baixada Santista
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Para acompanhar o andamento das tratativas, o vereador Marcinho agendou um novo encontro com representantes da Saúde municipal, do Samu e do Instituto Alpha para o dia 6 de maio, na Câmara de Cubatão.
A expectativa é de que, até lá, a Prefeitura apresente avanços concretos sobre a contratação dos novos motoristas e a viabilidade técnica da nova base no Vale Verde.