Litoral Norte

Mar de 'sangue' no Litoral: Cetesb garante que mancha não oferece riscos, mas deve ser evitada

Fênomeno que mudou a cor do mar no Litoral Norte de São Paulo assustou moradores e turistas; órgão recomenda evitar contato com a água

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 07/04/2026 às 21:05

Atualizado em 07/04/2026 às 21:30

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Mancha vermelha não é tóxica, mas precisa ser evitada, afirma Cetesb / Reprodução/Rafael Mesquita

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A mancha avermelhada que chamou atenção no mar do litoral norte de São Paulo não é tóxica, mas ainda assim exige cautela. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) recomenda evitar o contato com a água em áreas afetadas.

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Segundo análise do órgão, o fenômeno foi causado pelo microrganismo Mesodinium rubrum, um tipo de ciliado que, embora não produza toxinas, pode provocar irritações na pele e coceira em pessoas mais sensíveis.

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As amostras foram coletadas no Canal de São Sebastião após o registro de coloração incomum em praias como Curral e Veloso, em Ilhabela. Em altas concentrações, esse organismo altera a coloração da água, gerando o aspecto avermelhado observado nos últimos dias.

Apesar do susto, a Cetesb afirma que não há risco significativo à saúde humana. Ainda assim, a orientação é clara: evitar banho de mar e a prática de esportes náuticos nas áreas com alteração de cor.

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O mar tem muitas curiosidades. Recentemente, uma mancha registrada de forma panorâmica não era o que parecia. Em um primeiro momento, a imagem se assemelha a uma grande mancha de poluição, mas, se chegar perto, era possível perceber que se trata de banhistas nadando no mar, cercados por diversos peixes.

Amostras foram coletadas no Canal de São Sebastião após o registro de coloração incomum em praias como Curral e VelosoAmostras foram coletadas no Canal de São Sebastião após o registro de coloração incomum em praias como Curral e Veloso (Reprodução/Rafael Mesquita)

O episódio inicialmente levantou suspeitas de maré vermelha — fenômeno natural causado pela proliferação de microalgas, que em alguns casos pode liberar toxinas perigosas e afetar tanto a vida marinha quanto a saúde humana. A hipótese, no entanto, foi descartada após análise laboratorial.

O monitoramento segue em andamento. Novas coletas estão programadas para os dias 7 e 8 de abril, com participação de equipes da Defesa Agropecuária. O acompanhamento envolve ainda um grupo intersecretarial com órgãos das áreas de meio ambiente, saúde e agricultura.

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Moradores e ambientalistas seguem atentos ao fenômeno, que também está sendo acompanhado pelo Centro de Biologia Marinha da USP.

Nem sempre as manchas podem ser inofensivas e não poluentes. No ano passado, uma mancha escura e com odor forte foi registrada no mar da Região Metropolitana de João Pessoa, especificamente na praia do Bessa, próxima à foz do Rio Jaguaribe. 

O fenômeno, inicialmente atribuído às características naturais do mangue, também apresentou contaminação por coliformes fecais, indicando possível despejo irregular de esgoto na área.

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Nestes casos, a população pode comunicar alterações ambientais pelo telefone 0800 500 1350.

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