Gustavo Marques, do Bragantino, deu declaração machista contra a árbitra Daiane Muniz / Reprodução/TNT Sports e Reprodução/Instagram
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O Governo Federal voltou a se manifestar sobre episódios de violência simbólica e desrespeito contra mulheres no futebol brasileiro.
Neste domingo (22), os ministérios das Mulheres e do Esporte repudiaram declarações machistas feitas pelo zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, direcionadas à árbitra Daiane Muniz após o confronto contra o São Paulo FC.
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A manifestação ocorre um dia depois de as mesmas pastas condenarem uma homenagem a jogadores do Vasco do Acre investigados por estupro, ampliando o debate sobre machismo e violência de gênero no ambiente esportivo.
Após a partida, Gustavo Marques questionou a presença de uma mulher na arbitragem de um jogo “desse tamanho” e insinuou falta de honestidade na condução do duelo, associando a atuação da árbitra ao fato de ela ser mulher. A fala repercutiu rapidamente e provocou críticas de torcedores, entidades e autoridades.
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Em nota oficial, os ministérios classificaram o episódio como “mais um absurdo caso de machismo no futebol brasileiro” e prestaram solidariedade à árbitra, destacando sua qualificação profissional e trajetória nos quadros da FPF, CBF e FIFA.
O texto enfatiza que a competência de uma profissional não pode ser questionada por seu gênero e reforça que a autoridade feminina no esporte deve ser respeitada.
“O respeito às mulheres é inegociável. Mulher deve estar onde ela quiser — no campo, na arbitragem, na gestão, na imprensa ou em qualquer outro espaço”, diz trecho do posicionamento.
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Diante da repercussão, o Red Bull Bragantino divulgou comunicado público pedindo desculpas à árbitra e a todas as mulheres, afirmando não compactuar com manifestações machistas.
O clube informou ainda que o atleta procurou o vestiário da arbitragem para se desculpar pessoalmente e que a diretoria avalia medidas disciplinares internas.
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Posteriormente, Gustavo Marques também se pronunciou, afirmou estar arrependido e pediu perdão “a todas as mulheres do mundo”, reiterando que buscou retratação direta com a equipe de arbitragem.
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No posicionamento oficial, os ministérios informaram que acompanharão os desdobramentos do episódio na Justiça Desportiva, reforçando o compromisso do Governo com políticas de igualdade e combate à discriminação no esporte.
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O caso reacende discussões sobre a presença feminina em cargos historicamente masculinos no futebol e a necessidade de mecanismos institucionais mais rígidos para coibir manifestações discriminatórias dentro e fora de campo.