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Em SP, Alckmin destaca que programa habitacional é ação prioritária para Governo Federal

Vice-presidente sobrevoou neste sábado (25) áreas atingidas por temporais, reforçou relevância da ação integrada e pontuou que orçamento para habitação passou de R$ 82 mi para R$ 10,4 bi

Da Reportagem

Publicado em 27/02/2023 às 08:47

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Atlântico, navio-aeródromo multipropósito da Marinha, está ancorado no cais de São Sebastião (SP) / Divulgação/Governo Federal

O Governo Federal está ampliando esforços para resgatar a dignidade das famílias que perderam suas moradias em função das fortes chuvas registradas há uma semana no litoral norte de São Paulo. Neste sábado (25), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, sobrevoou áreas atingidas pelas enxurradas e alagamentos para acompanhar de perto o trabalho de restabelecimento e recuperação da região. Ele destacou que habitação é uma das prioridades.
 

"O Governo Federal tem um grande programa habitacional: para você ter uma ideia da prioridade que vai ser dada à habitação, o orçamento era de R$ 82 milhões em 2023, e passou a ser R$ 10,4 bilhões. A prioridade são as famílias de baixa renda", explicou Alckmin. O vice-presidente destacou que os mais afetados são sempre as famílias em situação de vulnerabilidade social, que terminam habitando em regiões inseguras, como em encostas.
 

Alckmin reafirmou o compromisso do poder público, em todas as esferas, de agir de forma integrada para reverter a situação de crise. "São 14 mil áreas de risco no Brasil, com população de 4 milhões de pessoas", lembrou. "O que tem que ser feito? Primeiro, prevenção; fazer um esforço grande. Munícipios, estados e União têm que juntar esforços", frisou. Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, após as chuvas, 2.251 pessoas ficaram desalojadas e outras 1.815 desabrigadas no litoral norte.
 

Para as cidades em situação de emergência ou estado de calamidade, o Governo Federal estruturou a resposta em duas frentes: uma, a partir de planos de trabalho, apresentados ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), a serem atendidos com recursos da Defesa Civil nacional; outra, dando prioridade a famílias de baixa renda nos contratos do programa Minha Casa Minha Vida, retomado este ano com a previsão de contratar duas milhões de unidades habitacionais até o final de 2026.
 

Confira aqui o detalhamento das principais ações do Governo Federal
 

ATENDIMENTO MÉDICO — O vice-presidente Alckmin visitou o navio-aeródromo multipropósito Atlântico, o maior da Marinha do Brasil, que está ancorado no cais de São Sebastião (SP). Desde sexta-feira (24), a embarcação vem prestando assistência humanitária na região, além de ajudar nas ações da Defesa Civil. Dentro do navio está funcionando um Hospital de Campanha (HCamp), que reforçará o atendimento médico aos feridos e desabrigados, desafogando os hospitais da região. Trinta leitos do HCamp já chegaram prontos ao local e 28 profissionais da saúde fazem os atendimentos. Ao todo, mais de mil militares da Marinha estarão envolvidos nas ações.
 

RACISMO AMBIENTAL — Acompanharam o vice-presidente Alckmin na agenda deste sábado a ministra da Igualdade Racial, Arielle Franco, e o ministro Waldez Góes (MIDR). Após reuniões em São Sebastião (SP), o grupo seguiu para a comunidade quilombola de Caçandoca, em Ubatuba (SP), uma das mais tradicionais da região, com o intuito de conhecer os impactos dos temporais na área. "O racismo ambiental faz com que as populações negras sejam as mais afetadas pelos temporais", apontou Franco, nas redes sociais de sua pasta. A ministra afirmou que irá monitorar e mitigar danos em curto prazo e agir para combater o racismo nas suas diferentes manifestações.
 

TRABALHO INTEGRADO — Com o estado de calamidade no litoral norte de São Paulo, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou um trabalho conjunto entre os ministérios e órgãos federais para auxiliar os governos estadual e municipais. O esforço interministerial para socorro e assistência já destinou R$ 120 milhões em recursos e benefícios. O cálculo envolve diferentes ações de ajuda humanitária, mesmo antes da elaboração dos planos de reconstrução, que estão sendo estruturados a partir do levantamento dos impactos.
 

O trabalho em andamento envolve desde a busca e salvamento de vítimas, em decorrência das enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até o envio de equipes e máquinas para recuperação de vias e rodovias, o reforço no atendimento de saúde e a retomada dos serviços essenciais afetados. Os ministérios e instituições que atuam na área social ainda anunciaram a antecipação de benefícios como o Bolsa Família e a possibilidade de saque emergencial do FGTS.

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