Mercado de velas aromáticas artesanais registrou crescimento de 195,6% no número de Microempreendedores Individuais (MEIs) entre 2021 e 2025 / Pexels
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Um produto simples, de baixo custo inicial e forte apelo emocional está se transformando em uma verdadeira “mina de ouro” para pequenos empreendedores em São Paulo.
O mercado de velas aromáticas artesanais registrou crescimento de 195,6% no número de Microempreendedores Individuais (MEIs) entre 2021 e 2025, passando de 570 para 1.685 negócios ativos, segundo levantamento do Sebrae-SP com base em dados da Receita Federal.
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Impulsionado pela busca por bem-estar, sustentabilidade e experiências sensoriais, o segmento se consolida como uma das apostas mais promissoras dentro da economia criativa paulista.
A capital lidera o ranking estadual, com 578 MEIs ativos no setor. Em seguida aparecem Guarulhos (52), Campinas (49), Santo André (48) e São José dos Campos (31), demonstrando que a expansão não se concentra apenas na cidade de São Paulo, mas também avança em polos regionais estratégicos.
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Especialistas apontam que o avanço do setor está diretamente ligado a uma mudança no comportamento do consumidor. Cada vez mais pessoas buscam produtos que promovam relaxamento, conforto e conexão com o ambiente doméstico.
Velas feitas com óleo de coco e outras matérias-primas sustentáveis, por exemplo, ganham espaço por não liberarem odor de parafina e atenderem a um público atento à saúde e ao meio ambiente.
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Além da função decorativa, as velas aromáticas são associadas a estímulos de concentração, redução do estresse e práticas como meditação. Esse valor agregado amplia as possibilidades de posicionamento de marca e permite margens mais atrativas para quem empreende.
Dados do Google Trends reforçam essa tendência, indicando aumento consistente nas buscas por termos relacionados à produção e compra de velas aromáticas nos últimos cinco anos — sinal de que tanto consumidores quanto novos empreendedores estão atentos às oportunidades do segmento.
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Um exemplo desse movimento é a empresária Shirley Pérola, da capital paulista. Após 13 anos atuando no setor de beleza, ela identificou durante a pandemia uma nova demanda das clientes: experiências mais acolhedoras e personalizadas.
A partir dessa percepção, passou a produzir velas aromáticas exclusivas para cada atendimento, dando origem à marca Pérola Cosmétick.
Hoje, além das vendas on-line e em loja colaborativa, a empresária já participou da Feira NaturalTech com apoio do Sebrae-SP e estuda certificações para ampliar mercados, inclusive com potencial de exportação.
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O diferencial está na criação de aromas inspirados no bioma da Mata Atlântica, como cambuci e uvaia, além de moldes personalizados que tornam a experiência ainda mais imersiva.
Apesar do mercado aquecido e do baixo investimento inicial, especialistas alertam que o sucesso não acontece por acaso. Planejamento estratégico, definição clara de público-alvo e identidade de marca são fatores decisivos para se destacar.
Monitorar tendências de consumo — como a preferência por aromas cítricos, amadeirados ou frutados — ajuda a evitar experiências sensoriais negativas e fortalece o posicionamento competitivo.
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Com crescimento acelerado, forte apelo emocional e possibilidade de diferenciação por meio de fragrâncias, embalagens e narrativas de marca, o segmento de velas aromáticas se consolida como alternativa rentável para quem busca empreender.
E, diante da expansão registrada nos últimos cinco anos, o cenário indica que ainda há espaço para inovação e novos players no mercado paulista.