O plano prevê o uso de métodos como semeadura de nuvens / Reprodução/Youtube/Manual Mídia/DW Brasil
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O Uzbequistão anunciou um projeto piloto para aumentar artificialmente o volume de chuvas no país por meio da chamada tecnologia de precipitação induzida, técnica já utilizada em regiões áridas como a Arábia Saudita, China e partes da Europa.
A expectativa é elevar a precipitação anual entre 10% e 20%, ajudando a mitigar os efeitos da escassez hídrica.
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A iniciativa integra o programa estatal para 2026 e foi aprovada por decreto do presidente Shavkat Mirziyoyev. O plano prevê o uso de métodos como semeadura de nuvens — processo que estimula a formação de chuva a partir da dispersão de partículas na atmosfera.
A implementação está prevista para começar em 1º de março e será conduzida por órgãos ambientais, instituições científicas e autoridades regionais da área de Tashkent.
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O país já possui experiência anterior nesse tipo de tecnologia: em 2025, um sistema semelhante foi instalado no distrito de Kanimekh, na região de Navoi, em parceria com uma empresa do Cazaquistão.
A precipitação artificial é considerada estratégica em regiões com clima seco e forte dependência da agricultura irrigada, permitindo reduzir perdas de safra e ampliar a disponibilidade de água para consumo humano e industrial.
Paralelamente ao projeto de chuva induzida, o governo uzbeque também anunciou um amplo programa de modernização da infraestrutura hídrica.
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Nos próximos três anos, cerca de 10 mil quilômetros de canais de drenagem a céu aberto devem ser convertidos em sistemas fechados, mais eficientes e com menor perda por evaporação.
Regiões agrícolas importantes como Kashkadarya, Surkhandarya, Bukhara e Khorezm serão as primeiras a receber as novas redes. O objetivo é melhorar a gestão dos recursos hídricos e garantir abastecimento estável para a produção rural.
Além disso, tecnologias de economia de água serão implantadas em mais de 500 mil hectares de terras cultiváveis. A estimativa oficial é economizar aproximadamente 5 bilhões de metros cúbicos de água, volume suficiente para abastecer milhões de pessoas.
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Para viabilizar os projetos agrícolas e de gestão da água até o fim de 2026, o Uzbequistão pretende captar cerca de US$ 744 milhões junto a instituições financeiras internacionais.
Embora a tecnologia de indução de chuva ainda gere debates sobre custo, eficácia e impactos ambientais, especialistas consideram a estratégia uma alternativa relevante para países com crescente estresse hídrico.
No Brasil, a precipitação artificial já é utilizada em menor escala, somente em algumas regiões, como Sudeste e Centro-Oeste, para combater secas e impulsionar a agricultura.
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A tecnologia, desenvolvida pela ModClima, utiliza aviões para borrifar gotículas de água em nuvens com potencial de chuva.
No entanto, o país ainda depende majoritariamente dos ciclos naturais de chuva, influenciados por fenômenos climáticos como El Niño e La Niña.
Com eventos extremos cada vez mais frequentes, iniciativas internacionais como a do Uzbequistão voltam a alimentar o debate sobre o uso de tecnologias climáticas para garantir segurança hídrica no futuro.
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