Lixo internacional percorre mais de 16 mil km e aparece em praia de Peruíbe após chuva forte

O material estava misturado a resíduos nacionais, galhos de diversos tamanhos e exemplares de caravelas-portuguesas

Lixo internacional foi encontrado espalhado pela faixa de areia da cidade nesta segunda-feira (23)

Lixo internacional foi encontrado espalhado pela faixa de areia da cidade nesta segunda-feira (23) | Márcio Ribeiro/DL

Após as fortes chuvas que atingiram Peruíbe e deixaram ao menos 420 pessoas desabrigadas, embalagens de origem estrangeira foram encontradas espalhadas pela faixa de areia da cidade nesta segunda-feira (23). O material estava misturado a resíduos nacionais, galhos de diversos tamanhos e exemplares de caravelas-portuguesas.

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Entre os itens de origem internacional, chamaram a atenção caixinhas de leite com identificação chinesa, distribuídas ao longo da praia. Também foi encontrada uma sacola fechada contendo lixo estrangeiro, que não chegou a ser aberta, além de uma cartela de medicamento e outras embalagens, a maioria igualmente de origem chinesa.

Já nesta terça-feira (24), uma garrafa de água de Singapura foi localizada na areia, nas proximidades do Balneário Stella Maris. O resíduo percorreu mais de 16 mil quilômetros desde o local de origem até encalhar na praia e contribuir para a poluição do litoral paulista.

Na sexta-feira (20), antes do temporal, a praia de Peruíbe já havia sido tomada por grande quantidade de material orgânico, principalmente nas imediações do Rio Preto, conforme reportagem publicada pelo Diário do Litoral.

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Ocorrência recorrente em áreas de preservação

Historicamente, praias do Parque Estadual do Itinguçu também registram o aparecimento de lixo internacional, grande parte de origem asiática. Nessas áreas, não há coleta regular de resíduos, e a visitação só é permitida com acompanhamento de monitores ambientais. 

Os materiais que aparecem por lá chegam pelo mar, e a limpeza dessas praias é realizada por meio de mutirões, com a participação do parque, operadores náuticos, monitores ambientais e voluntários.

Possível origem dos resíduos

Durante oficinas do Projeto Amar o Mar, realizadas na Escola Estadual Prof. Ottoniel Junqueira, em Peruíbe, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a hipótese mais aceita para a origem desses resíduos é o descarte irregular por embarcações.

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A explicação leva em conta a localização estratégica da cidade, situada entre os portos de Santos e o de Paranaguá. Especialistas também destacam que, caso as embalagens tivessem atravessado oceanos desde seus países de origem, estariam muito mais deterioradas o que não ocorre, já que muitas chegam à costa em perfeito estado de conservação.