Obama, Bush e Clinton prometem tomar vacina da Covid em público

Ex-presidentes dos Estados Unidos querem provar que vacina contra a Covid-19 é segura e incentivar americanos a se vacinarem

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03 DEZ 2020Por Gazeta de S. Paulo17h42
Barack Obama se oferece para tomar vacina da Covid-19Foto: Jose Orihuela / APEC 2016 Peru

*Com informações da Folhapress

Os ex-presidentes dos Estados Unidos Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton anunciaram que estão dispostos a serem vacinados contra a Covid-19 publicamente, assim que a vacina estiver disponível, para promover a confiança no imunizante, com o objetivo de incentivar os americanos a se imunizarem.

Barack Obama, que governou os EUA de 2009 a 2017, falou sobre o tema durante uma entrevista à rádio SiriusXM e reforçou a confiança nos especialistas americanos, além de prometer tomar a vacina assim que ela for disponibilizada para grupos de menor risco.

"Em pessoas como Anthony Fauci, que eu conheço e com quem trabalhei, eu confio completamente. Então, se Anthony Fauci disser que a vacina é segura, eu com certeza vou tomá-la", disse o democrata. "Eu posso acabar mostrando na TV ou filmando [a vacinação], apenas para que as pessoas saibam que eu confio na ciência. Eu não confio é em pegar Covid."

Freddy Ford, porta-voz de Bush, disse em entrevista à CNN que o republicano, que governou os EUA de 2001 a 2009, entrou em contato com Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, e com Deborah Birx, coordenadora da resposta da Casa Branca ao coronavírus, para saber como ele poderia ajudar a promover a vacina.

"Quando for a hora certa, ele [Bush] quer fazer o que puder para ajudar a encorajar os cidadãos a serem vacinados", disse Ford. "Primeiro, as vacinas precisam ser consideradas seguras e administradas aos grupos prioritários. Então, o presidente Bush entrará na fila para receber a sua, e ficará feliz em fazê-lo diante das câmeras."

Clinton, democrata que esteve na Presidência de 1993 a 2001, também disse estar disposto a ser imunizado publicamente para apoiar a campanha americana de vacinação.

"O presidente Clinton certamente tomará a vacina assim que ela estiver disponível para ele, baseado nas prioridades determinadas pelas autoridades de saúde pública", disse sua assessora de imprensa, Angel Urena. "E ele o fará em um ambiente público se isso ajudar a incentivar todos os americanos a fazerem o mesmo."