Número de mortos dispara para 920 após terremotos na Venezuela; mais de 200 pessoas seguem sob escombros

A atualização representa um aumento expressivo em relação ao levantamento anterior, que contabilizava cerca de 500 vítimas fatais

Terremoto Venezuela

As equipes de resgate seguem trabalhando de forma ininterrupta na tentativa de localizar sobreviventes presos sob os escombros de prédios que desabaram

O número de mortos provocados pelos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira subiu para 920, segundo o novo balanço divulgado nesta sexta-feira pelas autoridades do país.

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A atualização representa um aumento expressivo em relação ao levantamento anterior, que contabilizava cerca de 500 vítimas fatais.

Além das mortes confirmadas, o governo informou que 3.360 pessoas ficaram feridas.

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As equipes de resgate seguem trabalhando de forma ininterrupta na tentativa de localizar sobreviventes presos sob os escombros de prédios que desabaram, principalmente no estado de La Guaira, que foi o mais atingido pela tragédia.

O drama dos desaparecidos e a corrida contra o tempo

Durante o novo balanço, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, afirmou que 172 pessoas continuam oficialmente desaparecidas, enquanto mais de 200 ainda estariam presas sob os escombros de edifícios destruídos.

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Em paralelo, uma plataforma criada por familiares e voluntários para reunir informações sobre os desaparecidos já acumula quase 50 mil registros de pessoas cujo paradeiro ainda não foi confirmado.

O site permite que parentes informem nomes e fotografias para facilitar o trabalho das equipes de buscas.

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A presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que as equipes permanecem totalmente mobilizadas, ressaltando que o trabalho tem sido incansável, sem um minuto de descanso, pois há muitas famílias esperando encontrar seus parentes com vida.

Ela também destacou que dezenas de sobreviventes já foram retirados dos escombros desde o início das operações, o que traz alegria e esperança de que mais pessoas possam abraçar seus entes queridos.

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Cenário de destruição na região costeira e militarização

A região mais devastada foi La Guaira, localizada na costa venezuelana e próxima a Caracas. Segundo o governo, cerca de 100 edifícios desabaram apenas na cidade, incluindo prédios residenciais de vários andares.

Diante da gravidade da situação, a administração venezuelana determinou a militarização da região para garantir a segurança, organizar a distribuição de ajuda humanitária e apoiar diretamente os trabalhos de resgate.

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Os terremotos também deixaram aproximadamente 2.927 famílias afetadas, enquanto pelo menos 250 edifícios ficaram totalmente destruídos ou sofreram danos estruturais severos.

Oito hospitais públicos precisaram ser parcialmente evacuados por risco de novos desabamentos, o que obrigou o sistema de saúde a transferir centenas de pacientes às pressas para outras unidades.

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Mobilização internacional e envio de ajuda ao país

A dimensão da tragédia mobilizou uma ampla resposta internacional. A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que equipes de resgate de 17 países estão chegando à Venezuela para reforçar as operações de busca e assistência humanitária.

O Brasil enviou bombeiros especializados dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de integrantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Outros países, como China, Estados Unidos, Espanha, Alemanha e México, também anunciaram ajuda humanitária e técnica.

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O presidente chinês, Xi Jinping, manifestou solidariedade às vítimas e informou que Pequim está pronta para colaborar com a reconstrução das áreas destruídas.

Alerta de especialistas sobre o tamanho real do desastre

Embora o número oficial de mortos tenha chegado a 920, especialistas alertam que o balanço pode aumentar significativamente nos próximos dias.

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O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) utiliza um modelo que considera a intensidade do tremor, a densidade populacional e a vulnerabilidade das construções da região.

Segundo essa estimativa, existe 44% de probabilidade de o desastre ultrapassar 10 mil mortes e 30% de chance de superar 100 mil vítimas fatais, caso o impacto nas áreas mais afetadas seja totalmente confirmado.

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Itamaraty confirma brasileiros entre as vítimas fatais

O Ministério das Relações Exteriores confirmou que dois brasileiros morreram em desabamentos distintos durante os terremotos. Segundo o Itamaraty, as vítimas não pertenciam à mesma família e receberam assistência consular por meio da Embaixada do Brasil em Caracas.

A representação diplomática orientou os brasileiros que permanecem na Venezuela a acompanhar apenas as informações divulgadas pelos canais oficiais e a seguir rigorosamente as recomendações das autoridades locais, visto que ainda continuam os riscos provocados por réplicas dos terremotos.