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Exterminador do Futuro? China teme que inteligência artificial decida quem vive ou morre na guerra

O porta-voz do Ministério da Defesa chinês foi enfático: permitir que sistemas automatizados influenciem decisões táticas pode anular a responsabilidade humana em conflitos armado

Ana Clara Durazzo

Publicado em 12/03/2026 às 15:00

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China alertou os Estados Unidos que o uso militar desenfreado da Inteligência Artificial (IA) pode levar a uma 'fuga tecnológica' catastrófica / Reprodução

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O que antes era ficção científica está se tornando um debate urgente de segurança nacional. Em um comunicado que ecoou globalmente, o governo da China alertou os Estados Unidos que o uso militar desenfreado da Inteligência Artificial (IA) pode levar a uma 'fuga tecnológica' catastrófica — um cenário de perda de controle semelhante ao do filme O Exterminador do Futuro.

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Veja também: Esse país está produzindo filmes com Inteligência Artificial, você o conhece?

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Algoritmos que decidem quem vive ou morre

O porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Jiang Bin, foi enfático: permitir que sistemas automatizados influenciem decisões táticas pode anular a responsabilidade humana em conflitos armados. Para Pequim, dar à IA o poder de determinar o destino de soldados e civis enfraquece as leis internacionais e cria um terreno perigoso onde sistemas podem operar fora do controle humano direto.

A queda de braço entre Washington e Pequim

O aviso surge em um momento de tensão máxima na corrida tecnológica. Enquanto os EUA aceleram a integração de IA em sua inteligência estratégica, o Departamento de Defesa americano já começa a selecionar quais tecnologias são 'confiáveis':

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  • Anthropic barrada: A startup foi classificada como risco à segurança nacional por resistir ao uso irrestrito de seus modelos em vigilância militar.

  • Ascensão do Grok: Em contrapartida, sistemas ligados a Elon Musk ganham espaço em contratos classificados do governo americano.

Proposta de uma Governança Global

Para evitar que a IA se torne uma arma de destruição autônoma, a China propôs que a ONU assuma o protagonismo na criação de regras globais. A ideia é estabelecer limites éticos rígidos para garantir que a tecnologia sirva ao progresso da civilização, e não à automatização da aniquilação.

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