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O prédio é quatro vezes maior que o Vaticano e dez vezes mais espaçoso que o famoso shopping de Dubai, superando em área coberta qualquer outra estrutura já construída pela humanidade.
Projetado para abrigar mais de 50 mil pessoas simultaneamente, o complexo reúne escritórios corporativos, centros empresariais, cinemas, pistas de patinação no gelo, teatros, shoppings, restaurantes, além de dois hotéis cinco estrelas interligados / Reprodução
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Localizado em Chengdu, no sudoeste da China, o New Century Global Center redefine os limites da arquitetura e do urbanismo contemporâneo. Inaugurado em 2013, o complexo é oficialmente o edifício mais largo do planeta, com números que desafiam a imaginação: 1,76 milhão de metros quadrados de área construída, 500 metros de comprimento, 400 metros de largura e cerca de 100 metros de altura.
Para efeito de comparação, o prédio é quatro vezes maior que o Vaticano e dez vezes mais espaçoso que o famoso shopping de Dubai, superando em área coberta qualquer outra estrutura já construída pela humanidade.
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Mais do que um edifício, o New Century Global Center opera como uma cidade fechada e autossuficiente, capaz de concentrar trabalho, lazer, hospedagem e consumo em um único espaço.
Projetado para abrigar mais de 50 mil pessoas simultaneamente, o complexo reúne escritórios corporativos, centros empresariais, cinemas, pistas de patinação no gelo, teatros, shoppings, restaurantes, além de dois hotéis cinco estrelas interligados. Há ruas internas sinalizadas, sistemas de transporte elétrico e até uma estação de metrô que desemboca diretamente no edifício.
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O maior shopping center da região faz parte do conjunto, com mais de 2 mil lojas, reforçando a proposta de que seja possível viver, trabalhar e se divertir sem precisar sair do local.
Entre as atrações mais chamativas está o Paradise Island, um parque aquático totalmente coberto que abriga uma praia artificial de aproximadamente 5 mil metros quadrados. O espaço conta com areia branca importada de ilhas do Pacífico, ondas mecânicas geradas por sistemas hidráulicos sincronizados e piscinas de grandes proporções.
Mesmo em pleno inverno do lado de fora, o ambiente interno mantém clima de verão tropical constante, graças a um avançado sistema de climatização.
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Um dos elementos mais fascinantes do New Century Global Center é o chamado “céu digital”. Trata-se de um dos maiores sistemas de iluminação artificial já construídos, composto por painéis translúcidos e telas de LED de altíssima definição instaladas no teto da estrutura.
O sistema simula o nascer e o pôr do sol, o azul do céu, nuvens em movimento e até céus estrelados. A intenção é criar a sensação de um dia natural contínuo — com um detalhe curioso: o céu foi projetado para nunca apagar completamente, diluindo a percepção do tempo para quem circula pelo espaço.
A escala do projeto impressiona até engenheiros experientes. O interior do edifício é tão vasto que seria possível acomodar 20 aviões Boeing 747 lado a lado e ainda assim sobraria espaço. A obra mobilizou mais de 100 mil trabalhadores e foi concluída em pouco mais de três anos.
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Idealizado como um ícone do século XXI, o New Century Global Center costuma ser comparado, em ambição simbólica, a construções históricas como as Pirâmides do Egito ou o Coliseu de Roma, mas com foco em tecnologia, lazer e consumo.
Apesar do gigantismo, o complexo incorpora soluções voltadas à eficiência energética. O sistema de ventilação e climatização foi desenvolvido para reduzir o consumo de energia em até 30%, com uso de painéis solares e controle automatizado da iluminação artificial conforme a necessidade dos ambientes.
Para urbanistas e sociólogos, o edifício levanta debates sobre o futuro das cidades e o avanço de megablocos climatizados, capazes de concentrar grandes populações em ambientes totalmente controlados. Críticos questionam os impactos sociais e psicológicos de espaços onde o tempo e o clima deixam de ser naturais.
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Independentemente das discussões, o New Century Global Center permanece como um marco incontornável da engenharia moderna — um lembrete monumental de que, quando se trata de arquitetura e urbanismo, a ambição humana parece não reconhecer limites físicos.