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O regime opera há mais de 10 mil anos e fez a Islândia colocar no centro de sua estratégia de segurança nacional
Em casos de países como a Islândia, modelos climáticos indicam que a temperatura na região pode cair para -45 °C / Google Gemini/Imagem Gerada por IA
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O colapso de uma das principais correntes oceânicas do planeta fez a Islândia colocar o cenário no centro de sua estratégia de segurança nacional. O sistema em questão é a Circulação Meridional do Atlântico, conhecida pela sigla AMOC.
Ela funciona como uma espécie de esteira transportadora de calor, levando águas quentes dos trópicos em direção ao Atlântico Norte. Essa ação auxilia a manter o clima ameno no norte da Europa, independentemente da alta latitude.
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Responsável por influenciar as monções na África Ocidental e no sul da Ásia, o regime de chuvas na Amazônia e a produtividade agrícola global, a AMOC opera há mais de 10 mil anos.
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Nesse cenário, no Atlântico Norte, as águas quentes vindas do sul perdem calor para a atmosfera, tornam-se mais densas e afundam, retornando em profundidade para latitudes mais baixas.
Por conta dessa ação, o ambiente acaba sofrendo influências naturais no clima, nos regimes de chuvas e nos ecossistemas marinhos.
Segundo uma análise feita pelo Instituto de Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático e de centros britânicos, como a Strategic Climate Risks Initiative, um colapso nessa ação pode afetar cadeias alimentares, intensificar eventos extremos e gerar instabilidade geopolítica.
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Se a corrente enfraquecer drasticamente ou entrar em colapso nas próximas décadas, a Europa poderá esfriar de forma violenta, enquanto o planeta continuará a aquecer em termos médios.
No caso de países como a Islândia, modelos climáticos indicam que a temperatura na região pode cair para -45 °C, além de possivelmente surgir a formação de gelo marinho ao redor da ilha. Esse cenário nunca mais aconteceu desde que o país passou a ser habitado por seres humanos.
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*Com informações da Veja.