Poucos nomes carregam tanto peso no futebol mundial quanto Carlo Ancelotti. Dono de uma das carreiras mais vitoriosas da história do esporte, o italiano completa 67 anos nesta quarta-feira (10) vivendo um dos maiores desafios de sua trajetória: conduzir a Seleção Brasileira de volta ao topo do mundo.
Desde que assumiu o comando da equipe nacional, Ancelotti tem acumulado elogios não apenas pelos resultados em campo, mas também pela forma como passou a conduzir o dia a dia da seleção. O treinador rapidamente conquistou a confiança dos jogadores e aproximou diferentes setores da comissão técnica, criando um ambiente considerado mais leve e estável nos bastidores.
Em participação recente no programa esportivo Bola-Bola com Falcão, exibido nos canais do YouTube de Duda Garbi e Paulo Roberto Falcão, Ancelotti revelou que sua comissão técnica desenvolve um trabalho específico para preparar a seleção para eventuais disputas por pênaltis durante o Mundial.
A declaração chama atenção por tocar justamente em uma das maiores feridas recentes do futebol brasileiro.
Lição aprendida após a eliminação no Catar
Na Copa do Mundo de 2022, disputada no Catar, o Brasil ficou a poucos minutos da classificação para as semifinais. Após abrir o placar na prorrogação contra a Croácia, a equipe sofreu o empate e viu a vaga ser decidida nas penalidades.
Nas cobranças, os croatas levaram a melhor por 4 a 2, encerrando mais uma tentativa brasileira de conquistar o hexacampeonato.
Segundo Ancelotti, o objetivo é minimizar os riscos de que situações semelhantes voltem a surpreender a equipe. O planejamento envolve estudos prévios sobre possíveis cobradores, análise de goleiros adversários e preparação para cenários decisivos que costumam surgir em competições eliminatórias.
A experiência do treinador reforça a importância dada ao tema. Ao longo de décadas à frente de alguns dos maiores clubes do planeta, Ancelotti participou de inúmeras decisões nacionais e internacionais, muitas delas definidas nos detalhes.
Sonho de entrar para a história
Além da busca pelo sexto título mundial do Brasil, Ancelotti também persegue uma marca inédita. Nenhum treinador estrangeiro conseguiu conquistar uma Copa do Mundo comandando a Seleção Brasileira.
O próprio italiano já admitiu que vê a oportunidade como um dos maiores objetivos de sua carreira.
“É verdade que nunca aconteceu, mas sempre há uma primeira vez”, afirmou em entrevista concedida no ano passado.
Mais do que quebrar uma barreira histórica, o treinador deseja colocar fim ao jejum que acompanha o futebol brasileiro desde 2002.
“Meu objetivo é dar tudo de mim pela seleção brasileira, tentar fazer com que joguem o seu melhor e conquistar a Copa do Mundo.”
Com pouco mais de um ano no cargo, Ancelotti já mostrou que a preparação para o Mundial vai além da parte tática. E se depender do planejamento do italiano, a seleção pretende chegar à próxima Copa pronta até mesmo para enfrentar um dos momentos mais tensos que o futebol pode oferecer: a disputa por pênaltis.








