Ministro Aldo Rebelo critica CBDA e cutuca campeão olímpico

O ministro também falou sobre outros assuntos relacionados ao esporte nacional

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11 MAR 201322h23

Em visita a Santos a fim de discutir assuntos relacionados a Copa do Mundo, o ministro do esporte, Aldo Rebelo, também falou sobre outros assuntos relacionados ao esporte nacional.

Questionado sobre a reeleição de Coaracy Nunes Filho para seu 7º mandato seguido como presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Aldo Rebelo criticou a confederação e pediu profissionalismo.

“É melhor para o esporte no país que haja uma profissionalização de gestão. A profissionalização é uma exigência, ela é boa para o esporte. A segunda questão é a institucionalidade, ou seja, a regra ser clara. Você tem direito a dois mandatos com tal tempo de duração. Isso não vale para a presidência da república, para o Governo do Estado, para as prefeituras, então, porque não pode valer para uma área que tem interesse público, que tem dinheiro público, financiamento público? É esse compromisso que nós queremos. O Governo não quer nomear diretor de clube ou de seleção, quer apenas que haja regras claras”, disse o ministro.

(Foto: Matheus Tagé/DL)

Arthur Zanetti

Já ao falar sobre as críticas que Arthur Zanetti fez sobre as condições de treinamento mesmo após conquistar, em Londres, a primeira medalha olímpica da modalidade para o Brasil, Aldo Rebelo adotou um discurso reconhecidamente político. 

“Eu fui visitar a cidade de São Caetano (onde Arthur treina), me encontrei com ele, ele me falou das condições do Centro de Treinamento, que é municipal, público. Você pode fazer duas leituras. Como é que alguém alcança a medalha de ouro treinando em condições tão difíceis? Mas a outra é o seguinte, foi esse Centro de Treinamento que permitiu que ele ganhasse a medalha de ouro, foi esse lugar, com toda sua precariedade, mas com um investimento da prefeitura municipal, que ele alcançou a medalha de ouro. Ou seja, não é para celebrar, mas também não é para mal dizer. Ele (o CT) deve e pode ser melhorado, não só para o Arthur, mas para os outros atletas também”, concluiu o ministro.