Kleina quer se sentir prestigiado para poder renovar com Palmeiras

O treinador ainda não engoliu a demora da diretoria para tentar a renovação de seu contrato, nem o discurso de que foi atrás "só" do argentino Marcelo Bielsa

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14 NOV 201320h45

Antes rejeitado e até ignorado pela torcida, Gilson Kleina resolveu se valorizar. Ele deseja ter uma prova de que o Palmeiras o quer para o ano do centenário. O treinador ainda não engoliu a demora da diretoria para tentar a renovação de seu contrato, nem o discurso de que foi atrás "só" do argentino Marcelo Bielsa antes de negociar com ele.

Gilson Kleina desconfia que a diretoria tentou a contratação de outros treinadores, sem êxito, e resolveu admitir apenas a proposta para Bielsa porque ela foi divulgada pela imprensa. Caso essa seja a verdade, ele não pretende ficar no clube, por entender que seria o escolhido apenas por falta de opção melhor.

Além disso, o treinador espera receber um aumento salarial. Embora tenha dito anteriormente que o dinheiro não seria um problema, Gilson Kleina quer ser valorizado, sim. No desembarque da equipe em São Paulo, na noite de quarta-feira, após a viagem a Belém, ele deu a entender que não aceitará continuar recebendo o salário atual.

"Você faz um grande trabalho como a gente está desenvolvendo, trazendo o Palmeiras para a elite, e isso te garante muitas situações", falou o treinador. "O Palmeiras te coloca em outro patamar porque atingimos o objetivo que foi traçado."

Gilson Kleina deseja ter uma prova de que o Palmeiras o quer para o ano do centenário (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Nesta sexta-feira, ele deverá ter a primeira reunião com o presidente do clube, Paulo Nobre, para tratar da renovação. As conversas anteriores foram com o diretor executivo José Carlos Brunoro e com o gerente de futebol Omar Feitosa.

A diretoria mostra confiança e espera anunciar ainda nesta sexta-feira a renovação do contrato do treinador, mas Gilson Kleina não exibe o mesmo otimismo. A tendência é que ele realmente assine por mais um ano, mas agora o clube terá de fazer um esforço para a sua permanência.

Longe de casa

A CBF confirmou nesta quinta-feira que o jogo entre Palmeiras e Ceará, no dia 23 de novembro, pela penúltima rodada da Série B, será disputado no Estádio Morenão, em Campo Grande (MS). O mando de campo é palmeirense, mas a diretoria do clube resolveu aceitar uma oferta de R$ 400 mil para atuar no local, abrindo mão de realizar a partida no Pacaembu, em São Paulo.

Assim, o último jogo do Palmeiras em casa na Série B será disputado neste sábado, quando recebe o Boa, a partir das 16h20, no Pacaembu. Depois, encara o Ceará em Campo Grande e, já na última rodada do campeonato, visita a Chapecoense no interior catarinense.

Com acesso já garantido, o Palmeiras precisa apenas de um empate com o Boa, neste sábado, para assegurar o título antecipado da Série B. Assim, é provável que o clube receba o troféu de campeão longe de casa, na rodada seguinte do campeonato, em Campo Grande.