Kleina nega dinheiro como empecilho por renovação: “Sei meu patamar”

Números que comprovam a superioridade do clube alviverde durante o torneio, mas que não são suficientes para garantir permanência do treinador para o próximo ano

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08 NOV 201315h31

Classificado antecipadamente para elite do futebol nacional em 2014, líder do Campeonato Brasileiro da Série B desta temporada e detentor do melhor ataque e defesa da segunda divisão. Números que comprovam a superioridade do clube alviverde durante o torneio, mas que não são suficientes para garantir permanência do treinador Gilson Kleina para o próximo ano. Com futuro incerto, o técnico tem outras cifras questionadas pela diretoria presidida por Paulo Nobre: as de seu salário.

Vinculado ao Palmeiras até 31 de dezembro deste ano, Kleina já afirmou em diversas oportunidades que não iniciou conversas com a alta cúpula do clube alviverde para renovar. Contratado ainda na gestão de Arnaldo Tirone, em setembro de 2012, o treinador recebe salário mensal de aproximadamente R$ 300 mil, sendo este valor considerado alto por Paulo Nobre. Entretanto, nesta sexta-feira, o técnico evidenciou que o aspecto financeiro não está em primeiro lugar em sua lista para renovar com time paulista.

“Eu não sei o que é caro para o futebol. Às vezes, muitas pessoas ganham bastante e produzem pouco. Se alguém tem esse pensamento, eu respeito. Desde o momento em que começamos a cogitar uma sequência, sempre falei que a parte financeira não seria preponderante. O dinheiro é possível conquistar. O trabalho precisa ser avaliado como um todo. Sei do meu patamar, a situação em que me encontro atualmente”, explicou Gilson Kleina em entrevista concedida no Centro de Treinamento da Barra Funda.

Treinador do Palmeiras desde setembro de 2012, Kleina chegou ao clube para substituir Luiz Felipe Scolari e tentar evitar rebaixamento para Série B. O técnico falhou em seu primeiro objetivo, mas, pouco mais de um ano depois de assumir o comando do time alviverde, já garantiu retorno a elite do futebol nacional e está próximo de conquistar o título do Campeonato Brasileiro da Série B.

Com futuro incerto, o técnico tem outras cifras questionadas pela diretoria presidida por Paulo Nobre: as de seu salário (Foto: Jorge Saenz/Associated Press/Estadão Conteúdo)

“Não posso responder pelos outros (diretoria). Dentro do Palmeiras o planejamento tem que ser de conquista. A missão que nos foi dada foi cumprida com muita maestria. Foi uma campanha de muita competência e doação na Série B. Fomos muito tranquilos”, completou o comandante.

Desde que rumores sobre possível saída de Gilson Kleina do Palmeiras começaram, nomes de treinadores conhecidos no cenário nacional, como Vanderlei Luxemburgo, Abel Braga, Cuca e Oswaldo de Olivera, foram colocados como alvo de interesse do clube alviverde. No entanto, membros importantes do elenco alviverde, como o meio-campista Jorge Valdivia e o zagueiro Henrique defenderam permanência do comandante.

“Ano que vem será histórico e importantíssimo para o clube. Nosso elenco se entregou muito para ter essa conquista. A diretoria está sendo sensata, estudando e vendo a melhor formação. É necessário analisar as coisas para entrar em 2014 da melhor maneira possível”, encerrou Gilson Kleina.

Líder da segunda divisão nacional, com 70 pontos, a equipe alviverde volta a entrar em campo neste sábado, às 16h20 (de Brasília), quando mede forças com Joinville, no Pacaembu, em partida válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Em busca de também garantir vaga na primeira divisão em 2014, o time catarinense ocupa a sexta colocação na tabela de classificação, com 52 pontos, e está um ponto atrás Icasa, último clube que subiria para a elite nacional.