Empate contra o Fluminense marca despedida de Cuca do Santos

Técnico termina essa sua terceira passagem pelo Peixe com 44 jogos, 18 vitórias, 14 empates e 12 derrotas

Comentar
Compartilhar
21 FEV 2021Por Da Reportagem22h32
Cuca se despediu do Santos neste domingo após empate com o Fluminense na Vila BelmiroFoto: IVAN STORTI/SFC

O empate (1 a 1) deste domingo (21), na Vila Belmiro, diante do Fluminense, marcou a despedida do técnico Cuca no comando do Santos. Em comunicado, o Peixe "agradeceu o profissionalismo do treinador, que mesmo enfrentando casos de Covid-19 na família, com a mãe, Nilde, e a filha mais velha, Maiara, internadas em Curitiba, decidiu ficar com o elenco para esta importante partida".

Cuca termina essa sua terceira passagem pelo Santos com 44 jogos, 18 vitórias, 14 empates e 12 derrotas. No total são 85 partidas à frente do Peixe, com 31 vitórias, 27 empates e 27 derrotas.

Em meio às dificuldades financeiras do Peixe e no contexto de uma pandemia global, Cuca também conseguiu ajudar a levar o Peixe à final da Libertadores 2020, com uma equipe recheada de Meninos da Vila. Ao acreditar no potencial da base do Clube, Cuca se mostrou parceiro dos atletas e também da direção do clube.

"Foi um dos melhores trabalhos da minha profissão, porque jogamos grande futebol em alguns momentos, como diante de Boca Juniors e Grêmio. Isso deixa a gente feliz", afirmou, emocionado com o adeus, neste domingo, após o empate por 1 a 1 com o Fluminense.

Cuca fecha sua terceira passagem pelo Santos com 44 jogos disputados, 18 vitórias, 14 empates e 12 derrotas. No total são 85 partidas, com 31 vitórias, 27 empates e 27 derrotas. Conseguiu levar a equipe à final da Libertadores e quase conquistou a América mais uma vez.

"Eu saio muito contente com o trabalho. Foi árduo e difícil, mas ao tempo muito compensatório. As coisas foram feitas com prazer, como falei na apresentação. Sentia que era lugar para aparecer o trabalho e apareceu", afirmou. "Foi um trabalho prazeroso. Ele é muito cansativo em todos os sentidos porque eu me cobro muito. Perdoo todo mundo, mas não me perdoo", seguiu. "Sempre busco motivo por não ter feito isso ou aquilo, ter sido expulso, colocar esse ou aquele. Sou assim e não adianta."

 

O treinador sai com a certeza de deixar muitas opções para Ariel Holan, que deve assumir nos próximos dias. São diversos meninos lançados pelo treinador, que fez questão de reconhecer um a um.

"Aprendi que temos de valorizar tudo que temos. Nunca pudemos contratar e não falamos disso. Trabalhamos com os meninos e essa valorização valeu a pena", garantiu. "Os jogadores foram ponta firme em todos os sentidos. Formamos uma família e brotaram muitos filhos, meninos. Foram amadurecendo dentro das competições, chegando à final da Libertadores perdida em um lance e muito próximo do objetivo que é ficar na próxima Libertadores".

Ao falar dos meninos, Cuca até soltou alguns risos, algo difícil numa despedida. Ele fez questão de frisar que o lançamento dos jovens é o que mais ficará marcado nessa passagem.

"Lançar meninos como Ângelo no Maracanã. Esse menino vai ser um baita jogador, pode escrever. Tem 16 anos, quem é pai sabe. É um adolescente. Com 18, 19 ou 20 anos, vai ser um fenômeno", enfatizou ele, que foi homenageado com uma placa e acabou vítima do tradicional banho de gelo. "Balieiro, Sandry, Ivonei, Marcos Leonardo, Kaio Jorge... Vou esquecer nomes de alguns, mas foi o mais marcante pra mim, mais até do que os próprios jogos".

O presidente do Santos, Andres Rueda, enalteceu as qualidades de Cuca, no comando da equipe. “Ele foi mais do que um técnico, foi um gestor de pessoas. Uniu o time em busca dos objetivos. Foi fundamental, abraçou a molecada, deixou de lado os problemas de bastidores do Clube, criou um clima excelente dentro do grupo e isso foi espelhado nos resultados. A sua participação foi um dos motivos, senão o maior, de termos esses feitos. Obrigado Cuca!”, falou o presidente. (com Estadão Conteúdo)