Embora a relação entre o Corinthians e Seleção Brasileira tenha picos de maior ou menor intensidade, o clube do Parque São Jorge sempre foi um celeiro de talentos “fora da curva”.
Prova disso é que, desde 1938, o Alvinegro cedeu jogadores para o torneio em 15 edições diferentes, totalizando mais de 20 convocações de atletas que tinham Itaquera como seu lar.
O auge dessa representatividade ocorreu em edições como as de 1986, 2002 e 2006, quando o clube teve três jogadores chamados simultaneamente. Abaixo, detalhamos todos os convocados enquanto vestiam o manto alvinegro:
- 1938 (França): Brandão e Lopes
- 1950 (Brasil): Baltazar
- 1954 (Suíça): Baltazar e Cabeção
- 1958 (Suécia): Gilmar e Oreco
- 1966 (Inglaterra): Garrincha
- 1970 (México): Rivelino e Ado
- 1974 (Alemanha): Rivelino e Zé Maria
- 1978 (Argentina): Amaral
- 1982 (Espanha): Sócrates
- 1986 (México): Carlos, Édson e Casagrande
- 1994 (EUA): Viola
- 1998 (França): Gamarra (Paraguai) e Rincón (Colômbia)
- 2002 (Coreia/Japão): Dida, Vampeta e Ricardinho
- 2006 (Alemanha): Ricardinho, Mascherano (Argentina) e Tévez (Argentina)
- 2018 (Rússia): Cássio e Fagner
Campeões com o Timão na “Segunda Pele”
O Brasil é pentacampeão mundial e o Corinthians esteve presente em quatro dessas conquistas: 1958, 1970, 1994 e 2002. Apenas São Paulo e Palmeiras ostentam o recorde de ter jogadores em todos os cinco títulos, enquanto o Timão divide com Santos e Botafogo o posto de clubes que falharam em apenas uma campanha vitoriosa.
Conheça os protagonistas dessa história:
Roberto Rivellino
O “Reizinho do Parque” é a personificação do talento corintiano. Na Copa de 70, encantou o mundo com sua canhota mágica. Ficou eternizado pelo gol na estreia contra a Tchecoslováquia, onde sua cobrança de falta poderosa lhe rendeu o apelido de “Patada Atômica”. No Corinthians, foi o símbolo de uma era, atuando em mais de 400 partidas pelo clube paulista.
Gylmar dos Santos Neves
Considerado por muitos o maior goleiro da história do Brasil, Gylmar foi o guarda-redes do primeiro título mundial em 1958. Com mais de uma década servida ao Corinthians, Gilmar se consolidou no futebol brasileiro com suas defesas emblemáticas, que também é considerado ídolo no Santos FC. Embora tenha sido bicampeão em 62, foi na Suécia, como atleta do Timão, que ele se tornou uma lenda nacional.
Vampeta
O “Velho Vamp” era o rei da resenha no elenco de craques do pentacampeonato brasileiro. No Corinthians, foi pilar das conquistas do Brasileiro (98/99) e do Mundial (2000). Na campanha do Penta, foi fundamental especialmente nas Eliminatórias, e na Copa levou para o grupo a irreverência e o espírito vencedor que o tornaram um dos maiores ídolos do bando de loucos.
Ricardinho
Dono de uma inteligência tática acima da média, Ricardinho foi convocado para a Copa de 2002 no auge de sua forma física e técnica no Corinthians. Substituto de última hora para a vaga de Emerson, Ricardinho viu do lado de fora do gramado a Seleção Brasileira erguer seu quinto título mundial. No clube, era o “cérebro” do time, conhecido por passes milimétricos que resultaram em títulos históricos.
Dida
Embora fosse reserva de Marcos em 2002, Dida já era reconhecido como um dos principais goleiros do mundo, especialmente após suas atuações milagrosas pelo Corinthians no Mundial de 2000. Seu desempenho em baixo das redes, especialmente em cobranças de pênalti, já o colocava como o futuro goleiro da seleção por muitos ciclos de Copa.
Viola
Símbolo da raça e da malandragem sadia, Viola foi o reserva imediato de Romário e Bebeto em 1994. Sua entrada na final contra a Itália foi elétrica: em poucos minutos, quase decidiu o jogo com uma arrancada individual histórica. No Timão, sua estrela brilhou cedo, em 1988, quando marcou o gol do título paulista aos 19 anos, iniciando precocemente sua idolatria no clube do Parque São Jorge.
Oreco
Oreco foi convocado para a Copa de 1958 já consolidado como um dos principais nomes do Corinthians. Reserva imediato do lendário Nilton Santos na lateral esquerda, viu do lado de fora do gramado a Seleção Brasileira erguer seu primeiro título mundial na Suécia. No clube, destacou-se como um dos poucos ídolos de um duro período de jejum de conquistas importantes. Pelo clube paulista, foi no total 409 jogos e 8 anos defendo as cores alvinegras.
Ado (Eduardo Roberto Stinghen)
Conhecido pela sua beleza fora do comum, o goleiro foi chamado pelo técnico Mario Jorge Lobo Zagallo para integrar o elenco da Seleção Brasileira em 1970. Apesar da reserva para o experiente Felix, Ado fez parte do elenco do tri-campeonato mundial do Brasil. Pelo clube, disputou mais de 206 jogos em 6 anos de Corinthians.
Campeões do mundo e lendas no ‘Coringão’
Além de Fenômeno, outros craques brasileiros também são campeões da Copa do Mundo com passagens memoráveis pelo time da capital. São eles: Roberto Carlos (2002 pelo Real Madrid), Luizão (2002 pelo Grêmio), Edilson Capetinha (2002 pelo Cruzeiro) e Zé Maria (1970 pela Portuguesa).
Nomes como Rivaldo, Garrincha, Paulo Sérgio, Muller, Branco, Anderson Polga, Jurandir de Freitas, Baldocchi, Brito, Paulo Cézar Caju, Edu e Dino Sani também possuem o título de campeão do mundo, porém sem passagens memoráveis pelo Corinthians.















