Diretor entrega cargo e começa corrida por sucessão de Mário Gobbi

Roberto de Andrade é o favorito para ser o candidato da situação. A oposição só vai decidir o seu nome depois da Copa do Mundo

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16 JAN 201420h41

A mudança no comando de futebol do Corinthians, anunciada nesta quinta-feira, deu a largada para a eleição presidencial. O pleito será só em fevereiro de 2015, mas já agita os bastidores do clube. Roberto de Andrade, que entregou o cargo de diretor de futebol, é o favorito para ser o candidato da situação. A oposição só vai decidir o seu nome depois da Copa do Mundo e o mais cotado é Antônio Roque Citadini

Em entrevista coletiva dada nesta quinta no CT Joaquim Grava, Roberto de Andrade negou falar como candidato à presidência, mas admitiu o interesse em ocupar o cargo. "Estaria mentindo se dissesse que não quero ser presidente, você almeja chegar a um cargo máximo. Mas ainda é cedo, o nosso grupo ainda não se reuniu para definir quem será o candidato".

É pouco provável que não seja ele o candidato da situação, apesar do racha político no grupo que se acentuou em 2013 por causa da péssima campanha do time no Campeonato Brasileiro e a situação financeira do clube. Roberto de Andrade faz um caminho semelhante ao de Mário Gobbi, que se afastou do cargo de diretor de futebol no ano que antecedeu a eleição. O atual presidente foi o candidato de Andrés Sanchez, que não podia tentar a reeleição por força do estatuto do clube.

"Faço parte de um grupo e outras pessoas desse grupo também têm direito de se candidatar. Como outros, eu reúno os requisitos para sair candidato", disse Roberto de Andrade. "O que posso dizer é que agora vou sair da diretoria para cuidar dos afazeres do meu trabalho".

Roberto de Andrade durante anúncio de mudanças no departamento de futebol do Corinthians (Foto: Rodrigo Gazzanel/Futura Press)

Contra a situação está um grupo do qual fazem parte Paulo Garcia e Osmar Stabile, que já concorreram (e perderam) em eleições para presidente, e Antônio Roque Citadini. Uma ala forte da oposição é a favor de que Citadini seja o candidato, apesar da rejeição que ele teria entre sócios do clube por já ter sido contrário à manutenção da sede social, o Parque São Jorge.

A estratégia da oposição é esperar a Copa do Mundo para decidir o candidato e a estratégia de campanha. Mas duas linhas mestras no discurso já estão definidas: falar sobre as contas do clube (dívidas e receitas comprometidas) e sobre o que eles chamam de "caixa preta" do Itaquerão. Este último argumento já foi utilizado na última eleição e não deu certo. Gobbi venceu Paulo Garcia por 60% dos votos dos sócios.

Novo diretor

Mário Gobbi colocou um de seus homens de confiança como diretor de futebol: Ronaldo Ximenes, que ocupava o cargo de secretário geral do clube. Com a saída de Roberto, também deixou o cargo de diretor-adjunto Duílio Monteiro Alves. Ximenes inicia o trabalho à frente do futebol com o time do Campeonato Paulista já montado e com a comissão técnica definida.