Copa das Confederações movimentou R$ 20,7 bilhões na economia brasileira

Ainda de acordo com a análise do Ministério do Turismo, foram criados o equivalente a 303 mil empregos, considerando o conceito “equivalente-homem-ano”

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08 ABR 201415h23

Segundo estudo divulgado pelo Ministério do Turismo na última segunda-feira, a realização da Copa das Confederações em solo brasileiro no ano passado movimentou R$ 20,7 bilhões na economia do País. A análise revela a movimentação financeira no período da competição, o reflexo do torneio no PIB e a quantidade de empregos gerados.

A pesquisa realizada por meio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) mostra que R$ 11 bilhões do total movimentado são referentes a gastos de turistas, do Comitê Organizador Local (COL) e de investimentos – privados e públicos –. Os outros R$ 9,7 bilhões representam renda acrescida no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Deste valor somado ao PIB, 58% ficou em Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador – as cidades-sede da Copa das Confederações –, e o restante foi distribuído pelo País. Segundo o ministro do turismo, Vinicius Lages, “o resultado mostra que o impacto do torneio não se restringe aos locais onde são realizados os jogos. Eles têm impacto em todo o Brasil”.

O estudo analisa impactos diretos, indiretos e induzidos na economia. Como base para o cálculo, a FIPE usou a soma dos investimentos públicos e privados em infraestrutura, os gastos dos turistas nacionais e estrangeiros e os investimentos do COL no evento.

Dentro de campo, a Seleção Brasileira venceu o torneio ao atropelar a Espanha por 3 a 0 no Maracanã (Foto: Vipcomm)

Competição gerou mais de 300 mil empregos

Ainda de acordo com a análise do Ministério do Turismo, foram criados o equivalente a 303 mil empregos, considerando o conceito “equivalente-homem-ano”. Isso não significa, porém, que esta quantidade de novos empregos foi necessariamente criada, pois parte da demanda pode ter sido suprida por horas extras ou o melhor aproveitamento dos empregados atuais. Desse total, 60% estão nas cidades-sede e 40% no restante do país.