Massa e Bottas revelam fragilidade da Williams: desgaste nos pneus traseiros

Depois do GP disputado em Sakhir, no último domingo, os pilotos apontaram o motivo dos modestos resultados obtidos até aqui: o desgaste nos pneus traseiros do FW36

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08 ABR 201412h30

Certamente, a equipe Williams foi a principal surpresa dos testes de pré-temporada da Fórmula 1, realizados entre fevereiro e março deste ano, em Jerez de La Frontera e no Bahrein. Após as três primeiras provas do Mundial de Pilotos de 2014, porém, o desempenho dos carros da equipe britânica não foi tão bom quanto o imaginado. Depois do GP disputado em Sakhir, no último domingo, Felipe Massa e Valtteri Bottas apontaram o motivo dos modestos resultados obtidos até aqui: o desgaste nos pneus traseiros do FW36.

“Nós batalhamos com a Force India durante toda a prova no Bahrein, mas eles foram muito melhores que a gente na utilização dos pneus traseiros. Além disto, eles conseguiram fazer apenas dois pit stops, enquanto nós não fomos capazes. Ainda há muito para melhorar no carro, porque nós vimos bólidos que estão aptos a fazer apenas duas paradas durante as corridas, algo inimaginável para a Williams atualmente”, declarou Felipe Massa.

Apesar de rivais dentro das pistas, Bottas concordou com o brasileiro quanto à fragilidade da Williams na preservação dos compostos traseiros. “O desgaste dos pneus, principalmente o dos traseiros, foi muito maior do que esperávamos. No Bahrein, nós realmente estávamos procurando uma estratégia de duas paradas, mas tivemos que mudar para três muito cedo, e isso realmente fez a diferença no final, principalmente após a entrada do safety car. Parece que os carros da Force India tinham mais tração nas saídas das curvas”, explicou o finlandês.

Como bem disseram os pilotos da Williams, o grande problema da equipe inglesa no GP do Bahrein, no último domingo, foi o número de paradas nos boxes (três, contra apenas duas de suas principais rivais). Felipe Massa fez uma excelente largada, saltando da sétima para a terceira colocação, mas com o decorrer da prova, não conseguiu sustentar um bom rendimento, tendo que ir para o pit-stop em três oportunidades. O mesmo aconteceu com Bottas, que também brigava no pelotão da frente.

Após três provas, Felipe Massa soma um abandono e duas sétimas colocações à frente do carro da equipe Williams (Foto: Divulgação/Willians)

Como a entrada do safety car, após o forte acidente entre Pastor Maldonado e Esteban Gutiérrez, beneficiou os rivais de Massa e Bottas, que puderam economizar pneus, ambos encerraram a corrida com uma parada a mais que os adversários, terminando a prova na sétima e oitava colocações, respectivamente. Mesmo assim, depois do GP, o novo Chefe de Performance de Veículo da Williams, Rob Smedley, disse ter ficado “razoavelmente satisfeito” com o desempenho dos pilotos e negou que a aerodinâmica seja o único motivo de preocupações da equipe.

“É muito importante que nós não estejamos preocupados com apenas um aspecto. É uma fórmula aerodinâmica, mas precisamos olhar para centenas e até milhares de outros detalhes minuciosos. Sem o safety car, nós teríamos terminando em uma posição melhor, mas isso acontece na Formula 1. Com a estratégia que fizemos, posso dizer que estou razoavelmente satisfeito”, avaliou.

Após três provas e somente vitórias da equipe Mercedes, a Fórmula 1 volta à ativa daqui a duas semanas, no dia 20 de abril, com o Grande Prêmio da China. A corrida está marcada para às 4 horas (de Brasília) e pode representar, para a Williams, o início de uma recuperação na principal categoria do automobilismo mundial. Até aqui, o time de Grove soma apenas 30 pontos (18 de Bottas, e 12 de Massa), ocupando a sexta colocação do Mundial de Construtores.