Economia

Troque o tomate pelo ovo: Como driblar os preços que dispararam no mercado em janeiro

Dados oficiais do IPCA confirmam alta de mais de 20% no tomate e economistas sugerem substituição por itens que registraram queda, como ovos e leite

Luna Almeida

Publicado em 10/02/2026 às 19:23

Atualizado em 10/02/2026 às 19:23

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

É o momento de trocar o bife com tomate por receitas à base de ovos e laticínios / Imagem gerada por IA

Continua depois da publicidade

Fazer a compra do mês em janeiro de 2026 tornou-se um verdadeiro teste de estratégia para o consumidor brasileiro. Os dados da inflação oficial (IPCA), divulgados hoje pelo IBGE, confirmam o que muitos já sentiram no caixa: os preços estão oscilando drasticamente. 

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Enquanto alguns itens de primeira necessidade dispararam, outros deram um alívio que pode salvar o orçamento doméstico de quem souber adaptar o cardápio.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Brasileiros reduzem idas ao Paraguai e apostam no Uruguai em busca de preços mais baixos

• Terra da Cenoura: cidade produz 70% do mercado, tem feriado e 6 mil toneladas por habitante

• Supermercado russo chega ao Brasil prometendo preços até 30% mais baixos

O "vilão" da salada: o tomate não dá trégua

O grande vilão da vez é o tomate, que registrou uma alta impressionante de 20,52% apenas em janeiro. O motivo central foi o clima adverso, que prejudicou a produção e reduziu a oferta nas feiras e supermercados. A batata-inglesa seguiu o mesmo ritmo, subindo 15,30%. 

Para completar a pressão no bolso, a carne vermelha também não deu trégua: o contrafilé subiu 1,86% e a alcatra 1,61%, tornando o tradicional bife com salada um prato de luxo neste início de ano.

Continua depois da publicidade

Onde está o alívio?

A boa notícia para o consumidor é que existem rotas de fuga para equilibrar a conta. O segredo para não estourar o orçamento é a substituição inteligente. O leite longa vida, que em períodos anteriores foi o grande pesadelo das famílias, agora surge como o "mocinho" do mês, com uma queda de 5,59%.

Outro grande aliado é o ovo de galinha, que registrou recuo de 4,48%. Por isso, a recomendação de especialistas em economia doméstica é clara: é o momento de trocar o bife com tomate por receitas à base de ovos e laticínios. 

O óleo de soja também deu uma pequena trégua, caindo 2,10%, ajudando a fechar a conta do mês com um pouco mais de folga.

Continua depois da publicidade

Guia rápido para o seu carrinho:

Tomate (Alta de 20,52%): É o item mais crítico do mês. A recomendação é evitar ou substituir por outros legumes de época.

Batata-inglesa (Alta de 15,30%): Outro item que pesou muito no bolso e deve ser comprado com moderação.

Carnes em geral (Alta média de 1,45%): Cortes como contrafilé e alcatra continuam subindo e exigem atenção.

Continua depois da publicidade

Ovo de Galinha (Queda de 4,48%): O grande "salvador" do mês. É a melhor opção para substituir as proteínas caras.

Leite Longa Vida (Queda de 5,59%): Finalmente deu uma trégua e vale a pena aproveitar para o café da manhã.

Óleo de Soja (Queda de 2,10%): Um alívio discreto, mas que ajuda a fechar a conta do mês com mais folga.

Continua depois da publicidade

Fique atento aos dados

Embora a inflação oficial de janeiro tenha fechado em 0,33%, a percepção no supermercado varia conforme a escolha dos produtos. 

Ficar de olho nesses dados ajuda o consumidor a evitar sustos no caixa e a fazer o dinheiro render mais até o fim do mês, priorizando a responsabilidade financeira através da substituição sazonal de alimentos..

Dados baseados no relatório oficial do IPCA/IBGE de 10/02/2026. Conteúdo com revisão editorial humana e foco em utilidade pública.

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software