Indicador Antecedente cai 0,3% em novembro, diz Ibre/FGV

O resultado negativo veio após avanços de 0,2% em outubro e 0,6% em setembro. Apenas dois dos oito componentes contribuíram positivamente para o índice em novembro

Comentar
Compartilhar
13 DEZ 201313h52

O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil recuou 0,3 % em novembro, para 125,8 pontos, informaram, nesta sexta-feira, 13, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e o Conference Board. O resultado negativo veio após avanços de 0,2% em outubro e 0,6% em setembro. Apenas dois dos oito componentes contribuíram positivamente para o índice em novembro.

Já o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), que mede as condições econômicas atuais, se manteve inalterado em novembro, atingindo 129,3 pontos. O resultado veio após altas de 0,4% em outubro e de 0,1% em setembro.

A queda de 0,3 % do Iace reforça a percepção de um início de 2014 fraco para o nível de atividade econômica, na avaliação do economista Paulo Picchetti, do Ibre/FGV. "O número negativo em um mês não sinaliza um cenário negativo, mas corrobora a visão de crescimento pequeno nos próximos meses", explicou.

Segundo Picchetti, o indicador está se mostrando bastante alinhado com os resultados da economia. "O IACE do primeiro semestre veio ruim e sinalizou bem o resultado negativo do PIB do terceiro trimestre que conhecemos recentemente", afirmou.

O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil recuou 0,3 % em novembro, para 125,8 pontos (Foto: Divulgação)

O economista lembrou que o IACE busca antecipar movimentos de ciclos econômicos. "Se ocorrem quedas expressivas constantes, há um indicativo de recessão. Do contrário, se ocorrem altas constantes, há um indicativo de expansão forte da economia."

Já em relação ao Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, que mede as condições econômicas atuais e se manteve inalterado em novembro na marca dos 129,3 pontos, Picchetti afirmou que ele reforça bem o retrato de que a economia "está andando de lado". "Ele confirma o que o indicador antecedente vem mostrando. Não temos nenhum sinal de estarmos entrando em recessão nem de termos uma expansão muito forte", explicou.