Economista do FMI diz que meta de superávit do Brasil é factível e apropriada

Benedict Clements ressaltou que para os países da região fortes em recursos naturais é importante criar um bom arcabouço fiscal

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15 ABR 201514h57

A meta brasileira de superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e 2% nos próximos é "factível e apropriada", afirmou o economista do departamento de Assuntos fiscais do Fundo Monetário Internacional (FMI), Benedict Clements, em uma entrevista a jornalistas para comentar o relatório Monitor Fiscal. "Acreditamos que o governo vai alcançá-las."

Apesar de esperar que o Brasil alcance a meta fiscal, Clements ressaltou que mais precisa ser feito pelo governo federal para cumprir seus objetivos de melhorar as contas fiscais e bater a meta. "O governo permanece totalmente comprometido e achamos que ele vai alcançar", afirmou o economista.

"É importante a dívida em trajetória de queda", afirmou o economista. No relatório Monitor Fiscal, divulgado nesta quarta-feira, 15, o FMI prevê um aumento da dívida bruta do Brasil este ano, subindo para 66,2% do PIB, ante 65,2% no ano passado. Para 2016, a previsão é que a dívida bruta se estabilize em 66,2%, votando a cair em 2017, quando deve ficar em 65,3%, número bem acima da média dos países emergentes, ao redor de 40%.

"O crescimento está caindo no Brasil, mas acreditamos que as autoridades estão colocando em prática uma boa política fiscal", afirmou aos jornalistas. "Acreditamos que o Brasil está fazendo progresso em direção a restaurar a confiança." Melhorar o ambiente de negócios e a confiança dos investidores é essencial para que a atividade econômica volte a se acelerar.

Falando da América Latina como um todo, Clements ressaltou que para os países da região fortes em recursos naturais é importante criar um bom arcabouço fiscal. Só assim, os governos conseguem lidar com um cenário mais volátil dos preços das commodities.