Almoço de Páscoa fica 25% mais caro que em 2014

Os produtos da feira são os grandes vilões. Os alimentos típicos da data, como pescados frescos, vinho, bombons e chocolates também sofreram aumento

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19 MAR 201512h41

 Na Semana Santa, o almoço de Páscoa é um dos eventos mais aguardados pelas famílias. Porém, esse ano, quem quiser seguir essa tradição terá que gastar bem mais do que no ano passado. Em comparação à Páscoa de 2014, a cesta de produtos composta por dez itens – cuja procura aumenta nesse período – subiram, em média, 25%.

Os produtos da feira são os grandes vilões: batata (63,49%), cebola (30,44%) e couve (16,30%). Os mais típicos da data também registraram alta de preço acima da inflação média medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da FGV, que registrou 7,99% no acumulado 12 meses até fevereiro último: Pescados frescos (16,76%), Vinho (15,84%) e Bombons e chocolates (9,32%).

O bacalhau e o peixe tipo bacalhau (pescados salgados) exibiram queda parecida com a registrada em 2014, 3,36%. Segundo André Braz, economista da FGV/IBRE responsável pelo levantamento, esse não parece ser o principal desafio da Páscoa de 2015, apesar da recente alta do dólar.

A cesta de produtos composta por dez itens – cuja procura aumenta nesse período – subiram, em média, 25% (Foto: Divulgação)

Contudo, a tendência, segundo ele, é que alguns preços subam mais com a proximidade da Páscoa, entre eles peixes e ovos de chocolate, pelo aumento da procura desse itens. “Semana Santa é o período que o peixeiro lucra mais. Por essa razão, dou mais peso a esse aumento que deve subir. Ele já acumula o dobro da inflação do período, isso sem nenhuma interferência cambial porque não é um produto importado. Mesmo assim hoje ainda há mais espaço para a compra do pescado tipo bacalhau que é mais barato do que o bacalhau verdadeiro (importado) e enfrentam concorrência maior”, salienta. E completa: “Bombons e chocolates subiram 9% de preço. A pesquisa não inclui os ovos de Páscoa mas é um ponto de partida para imaginarmos que o produto, que geralmente tem um apelo maior de compra por conta das crianças, deve ultrapassar essa variação”.

O economista da FGV/IBRE André Braz estará à disposição para comentar os resultados no 21 3799-6769 ou [email protected]