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Código de Trânsito Brasileiro define a rua como bem público e proÃbe o bloqueio de guias rebaixadas, independentemente da propriedade do imóvel
A legislação determina que as regras de circulação e estacionamento valem para todos os condutores / Freepik/rawpixel.com
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Motoristas que possuem o hábito de deixar o veÃculo parado em frente ao próprio portão correm o risco de sofrer sanções severas das autoridades de trânsito. Embora a ação pareça inofensiva para muitos moradores, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que a via pública não é uma extensão da propriedade particular.Â
A legislação determina que as regras de circulação e estacionamento valem para todos os condutores, sem exceções baseadas na titularidade do imóvel vizinho à vaga.
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O entendimento jurÃdico é que a rua serve à coletividade e qualquer obstrução na guia rebaixada interfere na dinâmica urbana e na visibilidade de outros motoristas que trafegam pela região.Â
Mesmo em ruas residenciais de baixo movimento, onde a fiscalização costuma ser mais flexÃvel, o proprietário não possui imunidade legal.Â
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Caso a conduta gere riscos ou seja alvo de denúncias formais de vizinhos, os agentes de trânsito têm o dever de aplicar a penalidade correspondente ao infrator.
Um erro comum entre os condutores é acreditar na existência de uma vaga reservada em frente à entrada e saÃda de veÃculos. Sob a lente da lei, a propriedade da residência termina exatamente no limite do terreno.Â
Da calçada para a rua, a área é considerada de uso comum e fica sob a administração do poder público.Â
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Portanto, estacionar sobre a guia rebaixada é classificado como infração, pois o espaço deve estar permanentemente livre para garantir o fluxo previsto no projeto viário da cidade.
Não existe autorização formal que permita ao morador utilizar o recuo do portão como estacionamento particular. A fiscalização atua com base no regulamento do CTB, que proÃbe o bloqueio de acessos, visando manter a ordem e a fluidez das vias.Â
Caso ocorra uma denúncia, o veÃculo pode ser multado e até removido por guincho, independentemente de quem seja o dono do carro ou da casa, reforçando que o espaço público não comporta privilégios individuais de ocupação.
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