Pessoas que se sentem sozinhas têm mais chances de desenvolver perda auditiva; entenda

Segundo estudo científico realizado no Reino Unido, com 490 mil pessoas, as mulheres são as mais afetas pelos efeitos físicos da solidão

A ciência alerta sobre os efeitos físicos da solidão

A ciência alerta sobre os efeitos físicos da solidão | Rperodução/Freepik

A solidão é um sentimento que afeta milhões de pessoas. Algumas se sentem sozinhas mesmo quando estão cercadas por outras pessoas e esta sensação não é apenas um mal-estar emocional passageiro, o que pode causar efeitos profundos e duradouros na nossa saúde física, conforme revelam estudos científicos.

O isolamento social, a deterioração da saúde auditiva e a queda de cabelo têm uma associação direta, segundo pesquisadores do Instituto de Saúde do Reino Unido. Mulheres solitárias têm mais propensão a sofrer com estes problemas do que homens.

Mais de 490 mil pessoas de uma banco de dados de voluntários britânico tiveram suas informações médicas e genéticas analisadas. O trabalho publicado na revista Health Data Science revelou que pessoas que se sentem sozinhas têm 24% mais chance de desenvolver perda auditiva.

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Explicação biológica

A solidão pode gerar respostas fisiológicas que afetam o fluxo sanguíneo e a saúde neural, fatores fundamentais para manter a audição e nutrir os folículos capilares, segundo a explicação de Yunlong Song, principal autor do estudo. Algumas pessoas em isolamento social prolongado também sofrem de queda súbita de cabelo pelo mesmo motivo.

Mulheres são as mais afetadas

Desta forma, o estudo demonstrou que estes efeitos podem se manifestar mais em mulheres do que em homens. Outros fatores também são determinantes, como nível de renda ou acesso a atividades sociais. A partir disto, cientistas afirmam que o próximo passo será realizar intervenções específicas para verificar se esses problemas podem ser revertidos com o alívio da solidão.

Estilo de vida

Outra descoberta feita pela equipe de Song é que solitários têm mais probabilidade de fumar, levar uma vida sedentária e ter uma alimentação inadequada, comportamentos que também podem acelerar a queda de cabelo.

Os dados comprovam que existem conexão entre saúde mental, estilo de vida e bem-estar físico, por isso, é importante estar atento aos hábitos diários e levar uma rotina que equilibre atividades sociais e físicas.

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