Com certeza já deve ter acontecido com você aquela situação chata da pessoa dizer o nome dela e, menos de cinco minutos depois, você não se lembrar mais, e precisar perguntar novamente, o que pode parecer desinteresse da sua parte ou falta de atenção. Mas o que a psicologia tem a dizer sobre isso?
Baker/Baker
A psicologia pode explicar esse esquecimento através do paradoxo de Baker/Baker, que nada mais é do que um experimento popular dentro da psicologia cognitiva realizado com dois grupos de pessoas que tinha algo em comum: esquecer o nome dos outros com extrema facilidade.
No estudo os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos e lhes apresentaram um rosto desconhecido.
Para o Grupo 1 foi dito que o nome daquele homem era Baker, enquanto para o Grupo 2 foi dito o nome dele e a profissão: padeiro.
Os resultados indicaram que o Grupo 2 se lembrou com mais facilidade da profissão do homem, o que indica que o cérebro humano não foi desenhado para armazenar rótulas arbritários, mas sim associar informações que recebemos que venham em conjunto de significados, conceitos e imagens.
Memória
Quando é falado que o nome daquele rosto desconhido era Baker e que ele era padeiro, o cérebro das pessoas tendem a associar isso a alguma memória afeitva, por exemplo, como o cheiro do pão da padaria perto da sua casa na infância, ou a profissão do seu tio, que também era padeiro, ou a alguma discussão que você teve em algum momento da vida em uma padaria, ou reclamou de algum pão queimado etc.
Não é desinteresse
Falta de atenção ou memória fraca podem sim ser os motivos para esquecer o nome de alguém com facilidade, mas não são as principais razões.
O estresse e a sobrecarga do dia a dia também influenciam nessa capacidade, já que alteram as capacidades cognitivas do cérebro e o deixam mais “frágil” quanto a memorização de pequenos detalhes.
