Siga as notícias do Diário do Litoral no Google Notícias
O Holocausto, apesar de terrível e nojento, não foi a maior atrocidade humana de todos os tempos.
Se é possível acreditar, houve um episódio também político que acabou com a vida de 45 milhões de pessoas, que morreram de fome.
Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.
O responsável pela barbárie foi Mao Tse Tung, do Partido Comunista Chinês, entre os anos de 1958 e 1962. Ele e seus comandados implantaram no país uma espécie de Programa de Aceleração do Crescimento Social Chinês. Na teoria, parecia ser algo grandioso e que, de fato, se destacaria na política mundial. Porém, na prática, foi o mais absurdo humano de todos os tempos.
Basicamente, o Partido Comunista Chinês proibiu que as pessoas tivessem cozinha em suas casas. Não queriam que cada um preparasse o próprio alimento ou de seus familiares.
Homens e mulheres eram separados, não participavam da criação de seus filhos e eram obrigados a trabalhar em grandes comunidades agrícolas. A violência física e psicológica eram os grandes trunfos para obrigar as pessoas a “aderirem” ao que chamavam de evolução social.
Saiba mais sobre o Holocausto, que não matou apenas judeus
Os que ainda resistiam a essas obrigações eram privados de comer. Ao invés de serem mortos em câmaras de gás, enforcamento ou envenenamento (há relatos históricos de que os primeiros “rebeldes” foram assassinados pelo partido), morriam de fome. Aos poucos.
Os camponeses eram os que mais sofriam. Com a obrigação de entregar todos os grãos ao Estado, eles eram privados de comer.
Quem cumprisse as ordens de Mao, tinha comida. Quem não cumprisse ou mostrasse rebeldia, também era deixado para morrer de fome.
Para sobreviver, muitos desenterravam seus parentes e comiam seus cadáveres. Alguns morriam dias depois, por infecções causadas pela decomposição ingerida. Já alguns comiam animais ou se alimentavam de amigos ou conhecidos que tiravam a própria vida.
Diário do Litoral adere a movimento que busca erradicar a fome e a pobreza
Os que tentavam esconder ou guardar grãos e outros alimentos sofriam punições ainda mais severas, como serem enterrados vivos.
O Partido Comunista Chinês minimizou as mortes e as barbáries dizendo que tudo foi causado por conta de condições climáticas, que deixaram o país sem opções e quantidade suficiente de alimento e que, segundo eles, “apenas” 15 milhões teriam morrido de fome. E eles chamaram isso de “O difícil período de 3 anos”.
*As informações foram retiradas de pesquisas históricas e de textos e bibliografias do pesquisador e professor universitário Frank Dikötter, que teve acesso aos arquivos da época.
