“Eu estava indo para casa e pensei nesta sequência de acordes. Eu estava a cerca de 20 minutos do estúdio. Apenas dei meia-volta.”

Uma ideia surgida em uma sexta-feira fez Robert Smith voltar ao estúdio e deu origem ao maior clássico da carreira do The Cure, que voltou aos holofotes após os encontros com Olivia Rodrigo

Robert Smith, vocalista da banda The Cure, cantando e tocando um violão preto com uma estrela branca no palco sob luzes vermelhas.

Robert Smith criou Friday I'm in Love após interromper uma viagem de carro e voltar ao estúdio para gravar a música que se tornaria o maior sucesso da história do The Cure e, décadas depois, voltaria aos holofotes com a ajuda de Olivia Rodrigo | Mr Rossi | Wiki Commons

O maior sucesso do The Cure nasceu de uma decisão impulsiva de Robert Smith durante uma viagem de carro em uma sexta-feira à tarde. Mais de três décadas depois, “Friday I’m in Love” voltou aos holofotes ao conquistar uma nova geração de ouvintes, impulsionada pelos encontros entre o cantor e Olivia Rodrigo.

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A cantora pop ajudou a apresentar o The Cure a uma nova geração. Dessa forma, além de trazer Robert Smith de volta aos palcos para dois duetos, ela convidou o cantor para fazer uma participação especial em seu novo álbum de estúdio, lançado em Junho de 2026.

Durante os duetos, realizados no Glastonbury do ano passado, as músicas que os dois artistas cantaram juntos foram “What’s Wrong with Me”, faixa da cantora pop, e “Friday I’m in Love”, a encantadora canção de amor que se tornou o maior sucesso da banda The Cure.

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Os duetos aproximaram uma nova geração do The Cure e mostraram que a banda continua atravessando décadas sem perder relevância.

Assim, a história por trás de “Friday I’m in Love” parece roteiro de cinema. Uma ideia surgiu durante uma viagem de carro e fez Robert Smith dar meia-volta para voltar ao estúdio.

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A origem da faixa “Friday I’m in Love”

Em uma entrevista de 2004 para a revista estadunidense Guitar World, Robert Smith relembra o processo criativo para a música: “Estávamos gravando o álbum Wish no estúdio Manor, que fica a cerca de uma hora a oeste de Londres. Lembro-me de estar dirigindo para casa numa sexta-feira à tarde para ter o fim de semana de folga. E comecei a pensar nessa sequência de acordes realmente ótima.”

Eu estava a uns 20 minutos do estúdio. Então, dei meia-volta, voltei para o estúdio e todos ainda estavam lá. Na verdade, gravamos a música naquela sexta-feira à noite.

O ajuste que transformou a gravação

No entanto, após a gravação da música pela primeira vez, Robert Smith sentiu que as faixas da guitarra precisavam de um brilho a mais. Seu objetivo era combinar a canção com a felicidade da “sensação de sexta-feira à tarde”.

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Do jeito que gravamos, não parecia ter o brilho necessário, então [o produtor] Dave Allen e eu pensamos: ‘E se aumentássemos um pouco o ganho da fita com o Varispeed?’ De repente, tudo ficou mais brilhante e soou um pouco mais vibrante e estalado.

O que é “Varispeed”?

Varispeed é o controle de variação de velocidade em dispositivos de áudio, como gravadores de fita, toca-discos e plugins de efeitos. Ele permite acelerar ou desacelerar o áudio, alterando simultaneamente a sua afinação ou o andamento da música.

O sucesso da música após seu lançamento

Após o lançamento do álbum Wish, a faixa “Friday I’m in Love” se tornou o maior sucesso comercial da trajetória do The Cure. Fugindo da melancolia habitual da banda britânica, a canção oferece um pop otimista que se consolidou como um hino atemporal sobre a paixão e os dias da semana.

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Assim, mais de três décadas depois, “Friday I’m in Love” continua sendo a música que apresenta o The Cure a novas gerações. Tudo começou com uma simples ideia surgida durante uma viagem de carro em uma sexta-feira à tarde.