“You Seem Pretty Sad for a Girl So In Love” chega no Dia dos Namorados e explora os dois lados do amor

Terceiro disco da artista narra a evolução cronológica de uma paixão avassaladora até o seu doloroso colapso

Mulher com vestido rosa floral ao lado de uma árvore com a frase: "you seem pretty sad for a girl so in love".

Afastando-se do pop tradicional que marcou SOUR e GUTS, a cantora assume uma postura madura ao buscar referências diretas em bandas como Depeche Mode e The Cure | Divulgação

Após três anos desde seu último lançamento, Olivia Rodrigo retorna com seu terceiro álbum de estúdio, intitulado You Seem Pretty Sad for a Girl So In Love“.

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Chegando às plataformas no Dia dos Namorados, o disco apresenta uma narrativa sobre diversos estágios de um relacionamento amoroso. Assim, ele forma um contraste curioso com a data no Brasil.

Nesse contexto, ele busca explorar, em linha cronológica, a euforia de se estar em um relacionamento, para depois mergulhar em sua deterioração.

O álbum deixa evidente o crescimento profissional da cantora

Olivia Rodrigo demonstra uma maturidade maior nesse lançamento tanto na sonoridade quanto no liricismo. Enquanto em SOUR” e GUTS a cantora busca um som puxado para o pop tradicional, agora vemos a cantora testando novas áreas, principalmente com o rock alternativo e o post-punk.

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Além disso, a artista busca referências em bandas como Depeche Mode e The Cure, como ela disse em entrevista à revista estadunidense Dazed.

“Eu estava ouvindo muito post-punk: The Cure, New Order, Depeche Mode, Siouxsie and the Banshees… Espero que isso tenha sido traduzido para o e soasse como a sensação de se apaixonar.”

“girl so in love”

Em sua primeira metade, é demonstrado lentamente a forma de como a própria Olivia Rodrigo se apaixona. Em faixas como “drop dead” e “stupid song” é nítido o lado mais amoroso do álbum, com a primeira faixa sendo escrita logo após um primeiro encontro da cantora.

Dessa forma, o projeto segue a captura a empolgação, a ansiedade e a euforia de conhecer e amar alguém especial.

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É nesse clima de descoberta e intensidade emocional que se encaixa “drop dead”, primeiro single do projeto e uma das faixas que melhor traduz a fase inicial do disco, servindo quase como uma síntese do lado mais impulsivo e apaixonado do álbum.

“seem pretty sad”

Com a faixa “the cure”, se inicia a segunda metade da narrativa do disco, fazendo a transição de um relacionamento perfeito para algo melancólico e triste.

Outro destaque dessa metade é a faixa “what’s wrong with me”, com a participação do cantor Robert Smith do The Cure, reforçando a ligação direta entre o conceito do álbum e suas influências estéticas. Relembrando a sonoridade da banda britânica, a música era uma das mais esperadas do álbum. Além disso, ela performa a faixa ao vivo no Primavera Sound de Barcelona, uma semana antes do lançamento oficial do álbum.

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Um projeto que apresenta perfeitamente a dualidade de um relacionamento

No fim das contas, “You Seem Pretty Sad for a Girl So In Love” funciona justamente por conseguir misturar suas duas metades sem que nenhuma delas pareça mais importante que a outra.

Se o início do álbum celebra a intensidade de se apaixonar, sua reta final mostra que até os relacionamentos mais felizes podem carregar inseguranças, dúvidas e rachaduras

Ao mesmo tempo, Olivia Rodrigo encontra espaço para desenvolver ainda mais e expandir sua identidade artística. As influências do post-punk e do rock alternativo aparecem de forma evidente, mas sem abandonar a sensibilidade pop que marcou seus trabalhos anteriores.

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O resultado é um disco que não apenas acompanha as diferentes fases de um relacionamento, como também representa um novo capítulo na trajetória da cantora. No fim, o lançamento no Dia dos Namorados reforça o contraste central do álbum. Enquanto a data celebra o amor em sua forma idealizada, o álbum insiste em mostrar o que acontece quando esse ideal começa a se desfazer.