Pouco conhecido fora da África, o malambe vem conquistando espaço entre consumidores interessados em alimentos naturais e nutritivos. Originário do embondeiro, árvore símbolo de diversas regiões africanas, o fruto é considerado um superalimento por reunir fibras, antioxidantes e uma concentração de vitamina C que pode superar em até seis vezes a encontrada na laranja.
Além do valor nutricional, o malambe também tem impulsionado pequenos negócios locais. Em Moçambique, por exemplo, o fruto tem sido utilizado na produção artesanal de iogurtes, gerando renda para famílias e valorizando ingredientes tradicionais da região.

O fruto nasce no embondeiro, árvore centenária conhecida pela resistência e importância cultural em vários países africanos. Há gerações, comunidades locais utilizam o malambe na alimentação e em preparações tradicionais, aproveitando seu sabor marcante e seus benefícios nutricionais.
Rico em vitaminas e fibras
O crescente interesse pelo malambe está ligado principalmente à sua composição nutricional. O fruto é fonte de vitamina C, fibras e antioxidantes, nutrientes associados ao fortalecimento do sistema imunológico e ao bom funcionamento do organismo.
Por conta dessas características, o alimento passou a ser visto como uma alternativa natural para quem busca diversificar a alimentação e incluir ingredientes com propriedades funcionais no dia a dia.
Do fruto ao iogurte artesanal
Na província de Inhambane, em Moçambique, a empreendedora Ana da Costa transformou o malambe em uma oportunidade de negócio. A partir de uma receita aprovada inicialmente pelos próprios filhos, ela começou a produzir iogurtes artesanais utilizando ingredientes locais e a polpa do fruto africano.
Atualmente, os produtos são comercializados em diferentes versões, incluindo sabores como chocolate, banana, maçã e maracujá. A produção é realizada de forma artesanal, preservando as características naturais do ingrediente.
Desafios para crescer
Apesar da boa aceitação dos consumidores, a expansão do negócio ainda enfrenta obstáculos. A falta de recursos limita a compra de embalagens em maior escala, o armazenamento da matéria-prima e a logística de distribuição.
Entre os objetivos da produtora estão a aquisição de equipamentos para ampliar a capacidade de produção e a compra de um meio de transporte para facilitar as entregas.
