Esses são os melhores peixes para quem quer melhorar a saúde do cérebro e do coração de forma simples

Nutricionistas explicam por que peixes ricos em ômega-3 ajudam a proteger o coração e fortalecer a função cerebral

Salmão, atum e outras espécies ganham espaço na alimentação por associarem sabor, proteína e benefícios à saúde (Foto: Freepik)

Salmão, atum e outras espécies ganham espaço na alimentação por associarem sabor, proteína e benefícios à saúde (Foto: Freepik)

Os peixes voltaram ao centro das recomendações nutricionais após especialistas destacarem seus efeitos positivos sobre o coração e o cérebro. Rico em proteínas e nutrientes essenciais, o alimento também pode contribuir para uma vida mais longa.

Segundo nutricionistas, algumas espécies concentram altas doses de ômega-3, gordura considerada essencial para o funcionamento do organismo. O consumo frequente desses peixes, portanto, pode trazer impactos importantes para a saúde ao longo dos anos.

Além disso, os especialistas alertam que nem todos os peixes possuem a mesma quantidade de nutrientes. Enquanto algumas variedades oferecem grandes doses de ácidos graxos benéficos, outras apresentam níveis menores, o que muda a recomendação alimentar.

Por que alguns peixes são considerados mais saudáveis

Os chamados peixes gordos lideram a lista dos mais recomendados pelos nutricionistas. Salmão e atum, por exemplo, possuem grandes quantidades de ômega-3, especialmente EPA e DHA, substâncias associadas à proteção cardiovascular.

Esses nutrientes ajudam a reduzir processos inflamatórios, favorecem a circulação sanguínea e também participam da manutenção das funções cerebrais. Por isso, médicos e especialistas frequentemente associam o consumo de peixe à prevenção de doenças.

Em contrapartida, peixes mais magros, como tilápia e bacalhau, apresentam menores concentrações dessas gorduras saudáveis. Ainda assim, eles continuam sendo fontes importantes de proteína e podem integrar uma alimentação equilibrada.

Consumo regular pode aumentar a expectativa de vida

Especialistas afirmam que incluir peixe no cardápio semanal pode trazer benefícios que vão além do coração. Isso porque o alimento também fornece nutrientes como selênio, vitamina D, colina e iodo, essenciais para diferentes funções do organismo.

A nutricionista Cheryl Mussatto destacou ao portal lituano Lrytas que muitas pessoas não ingerem esses nutrientes em quantidades adequadas no dia a dia. Nesse contexto, o peixe surge como uma alternativa prática e nutritiva para complementar a alimentação.

Já a nutricionista Kristy Del Coro afirmou ao portal Food&Wine que “consumir de uma a duas porções de peixe gordo por semana, especialmente aqueles ricos em ácidos graxos ômega-3 EPA ou DHA, reduz o risco de morte por doenças cardíacas em 36%”.

Alimento versátil também conquista pela praticidade

Outro fator que ajuda a explicar o sucesso do peixe entre nutricionistas é a praticidade no preparo. Assado, grelhado ou cozido, o alimento costuma exigir menos tempo na cozinha e combina com diferentes tipos de refeições.

Além disso, o peixe pode ser incluído em dietas variadas sem grandes dificuldades. Muitas espécies possuem sabor suave e textura leve, o que facilita o consumo até mesmo entre pessoas que normalmente evitam alimentos do mar.

Com isso, especialistas reforçam a recomendação de consumir peixe pelo menos duas vezes por semana. A orientação busca estimular hábitos alimentares mais equilibrados e, ao mesmo tempo, ampliar a ingestão de nutrientes fundamentais.

O detalhe que faz diferença na escolha do peixe

Embora o consumo de peixe seja amplamente recomendado, nutricionistas ressaltam que a escolha da espécie pode influenciar diretamente os benefícios obtidos. Os peixes mais ricos em ômega-3 tendem a oferecer maior proteção cardiovascular.

Por isso, alimentos como salmão, sardinha e atum continuam entre os mais indicados para quem deseja fortalecer a saúde do cérebro e do coração. Ainda assim, especialistas lembram que equilíbrio e variedade continuam sendo essenciais na alimentação.