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Segundo especialista, não basta ter um bom currículo, é necessário fazer com que ele seja 'compreendido' pela Inteligência Artificial (IA)
Processos seletivos cada vez mais automatizados fazem com que muitos currículos sejam descartados antes mesmo de chegarem aos recrutadores humanos / Unsplash/Resume Genius
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Sem dúvidas, a aprovação em processos seletivos está cada vez mais desafiadora, parecendo um sonho distante para muitos. Porém, você sabia que isso nem sempre está relacionado com habilidade ou experiências profissionais?
Segundo Maísa Alves, especialista em recursos humanos, o recrutamento está utilizando cada vez mais a Inteligência Artificial (IA). Com isso, é necessário moldar o currículo de modo que a tecnologia consiga 'compreender'. Abaixo, entenda como isso funciona.
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Em comparação ao currículo tradicional, a especialista destaca que a base continua sendo fundamental, mas a aplicação prática mudou.
"Ele continua sendo essencial, mas mudou de lógica. Hoje precisa ser pensado também para leitura de sistemas. É importante ter palavras-chave da vaga, resultados mensuráveis, formatação simples e informações objetivas. Currículos muito visuais ou genéricos podem não ser bem lidos pelos sistemas de triagem".
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Do mesmo modo, Maísa deixa claro que o processo seletivo vai além do currículo. Outros recursos, incluindo o LinkedIn ou um portfólio profissional, se tornam fundamentais à visibilidade da trajetória do participante.
"Plataformas digitais funcionam como extensão da trajetória profissional e ajudam a validar, na prática, aquilo que o candidato diz que sabe fazer".
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O portfólio consiste na coletânea organizada de seus melhores trabalhos, projetos, entre outras experiências profissionais. Pode ser elaborado em sites próprios, plataformas digitais, PDF ou até mesmo impresso.
Visto que os projetos são de caráter mais visual, conforme a especialista, são muito relevantes em áreas que envolvem o ramo da comunicação, como Marketing, Publicidade e Propaganda, entre outros.
"No caso de portfólios, eles são muito comuns em áreas como design, marketing, tecnologia e comunicação, mas têm se expandido para outras funções também. Alguns exemplos: designers utilizando plataformas como Behance ou portfólios próprios com peças gráficas e campanhas desenvolvidas, profissionais de marketing apresentando resultados de projetos e métricas de engajamento, etc.".
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Simultaneamente, a recrutadora também não exclui a importância das habilidades humanas e interpessoais, que tecnologias como a IA não podem apresentar.
"Ao mesmo tempo, as habilidades humanas continuam sendo decisivas, comunicação, inteligência emocional, adaptabilidade, colaboração, gestão do estresse e equilíbrio emocional, inclusive competências ligadas à saúde mental, seguem sendo fatores determinantes para contratação e permanência".
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