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A vovó já sabia: Professor de Stanford revela que pouco sal é tão perigoso quanto o excesso

Huberman explica que tanto excesso quanto deficiência de sódio podem afetar cérebro, rins e equilíbrio de fluidos

Agência Diário

Publicado em 02/04/2026 às 16:00

Atualizado em 06/04/2026 às 15:50

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Priorizar alimentos minimamente processados permite monitorar de forma mais precisa a ingestão de sais e eletrólitos / Freepik

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Andrew Huberman, professor de neurobiologia da Universidade de Stanford, detalhou em um podcast recente como o sal atua de forma fundamental no funcionamento cerebral e na regulação de líquidos do corpo. 

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Segundo ele, as necessidades de sódio variam de pessoa para pessoa, dependendo da dieta, pressão arterial e nível de atividade física, tornando essencial uma avaliação individualizada.

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Consumir sal em excesso ou de forma insuficiente pode prejudicar órgãos vitais, como rins e coração, e comprometer funções cerebrais. Inclusive, colocar sal demais na comida pode aumentar o risco de ansiedade e depressão.

Huberman destacou que o equilíbrio entre sódio, potássio e magnésio garante a comunicação entre neurônios e contribui para a manutenção das funções corporais a longo prazo.

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Como o sal regula sede e fluidos

Neurônios localizados no chamado “órgão vascular da lâmina terminal” detectam alterações na pressão arterial e nos níveis de sódio, enviando sinais hormonais para ajustar a quantidade de água e sais no corpo.

Diferentes tipos de sede orientam a reposição de líquidos. A osmótica surge quando o sangue apresenta alta concentração de sal, enquanto a hipovolêmica é provocada pela queda da pressão arterial. Ambos os tipos estimulam a ingestão simultânea de água e sódio, mantendo o equilíbrio interno.

A vasopressina, hormônio antidiurético, ou seja, que reduz o volume de urina, orienta os rins a conservar líquidos quando necessário e a eliminar excessos conforme os níveis de sódio detectados.

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E atenção: diversos alimentos 'escondem' mais sal do que deveriam e ameaçam sua saúde em silêncio.

Cérebro em alerta: O equilíbrio do sódio, potássio e magnésio é fundamental para garantir a comunicação eficiente entre os neurônios / Foto: Freepik
Cérebro em alerta: O equilíbrio do sódio, potássio e magnésio é fundamental para garantir a comunicação eficiente entre os neurônios / Foto: Freepik
Controle de fluidos: Neurônios específicos funcionam como sensores para ajustar os tipos de sede e a quantidade de água no organismo / Foto: Freepik
Controle de fluidos: Neurônios específicos funcionam como sensores para ajustar os tipos de sede e a quantidade de água no organismo / Foto: Freepik
O perigo dos extremos: Tanto o consumo excessivo quanto a restrição severa de sal podem causar danos celulares e prejudicar órgãos vitais / Foto: Freepik
O perigo dos extremos: Tanto o consumo excessivo quanto a restrição severa de sal podem causar danos celulares e prejudicar órgãos vitais / Foto: Freepik
Necessidade sob medida: A recomendação geral é de 2,3 gramas ao dia, mas dietas específicas ou pressão baixa podem exigir ajustes individuais / Foto: Freepik
Necessidade sob medida: A recomendação geral é de 2,3 gramas ao dia, mas dietas específicas ou pressão baixa podem exigir ajustes individuais / Foto: Freepik
A armadilha industrializada: A combinação de sal e açúcar nos alimentos processados confunde os sensores do corpo e sabota a sensação natural de saciedade / Foto: Freepik
A armadilha industrializada: A combinação de sal e açúcar nos alimentos processados confunde os sensores do corpo e sabota a sensação natural de saciedade / Foto: Freepik

Riscos do consumo inadequado

Estudos científicos indicam que dietas ricas em sal podem afetar órgãos vitais, inclusive o cérebro. Huberman alerta que níveis muito altos ou muito baixos de sódio prejudicam as células cerebrais.

Excesso de sódio pode causar inchaço e danos celulares, enquanto deficiência compromete funções neurais essenciais. A recomendação geral é limitar a ingestão a 2,3 gramas ao dia, mas os ajustes devem considerar condições individuais.

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Pessoas com distúrbios ortostáticos ou pressão baixa podem precisar de até 10 gramas por dia, sempre sob supervisão médica especializada.

Equilíbrio eletrolítico

Manter proporções corretas de sódio e potássio ajuda os rins a controlar volume e composição dos fluidos corporais. Dietas com baixo consumo de carboidratos aumentam a perda de água e minerais, exigindo reposição específica.

Em contrapartida, dietas ricas em carboidratos podem demandar menor ingestão de eletrólitos. Magnésio também exerce papel fundamental no equilíbrio corporal, e suplementação deve ser avaliada caso a caso.

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Priorizar alimentos minimamente processados permite monitorar de forma mais precisa a ingestão de sais e eletrólitos.

Sal, açúcar e alimentos processados

A combinação de sal, açúcar e aromatizantes artificiais em alimentos industrializados pode prejudicar a percepção natural de saciedade. 

Huberman explica que sensores de sal na língua e no sistema digestivo enviam sinais ao cérebro, e o reforço desses estímulos pelo açúcar incentiva o consumo excessivo.

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Manter equilíbrio hídrico e mineral requer atenção à ingestão de líquidos e outros eletrólitos essenciais. Ajustes de sódio, potássio e magnésio devem considerar dieta, características individuais e condições de saúde, sempre com acompanhamento médico quando necessário.

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