União deve orientar movimento cultural e de juventude

“Se unir, o bicho foge”. Esse é o arremate para a expressão “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”

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11 JAN 201321h33

“Se unir, o bicho foge”. Esse é o arremate para a expressão “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, que resume o que deve ser feito pelos produtores das formas elaboradas de cultura e o que devem ter estes em mente no momento de conquistar espaços. A união é o remédio, sendo exatamente ela que faz avançar os movimentos culturais.

Esse ponto foi bastante frisado pelo presidente do Conselho Municipal de Cultura (Concult) da cidade de Marília, Eric Meireles de Andrade. Ele foi um dos palestrantes do 1º Fórum Metropolitano de Hip Hop e Juventudes, realizado no último domingo (16), na Estação das Artes, na Vila Nova, em Cubatão.

A organização do evento foi da Frente Nacional do Hip Hop e do Brasil Hip Hop em Ação, com o apoio da Prefeitura de Cubatão, por meio da Coordenadoria da Juventude, da Secretaria Municipal de Cultura e do Instituto Cidade Mais Jovem. Estiveram representados no evento, além dos organizadores: Conselho Municipal de Cultura e Conselho Nacional de Juventude.

Segundo Eric Meireles, os gestores devem escutar o jovem e, conhecê-lo por meio de um mapeamento, tanto mais quando o assunto é produção cultural. Assim, dentro do movimento de cultura, todos os grupos devem ter seu espaço, ainda que as formas e os estilos não sejam os de gosto consensual. “Deve-se dar espaço ao funk e promover a discussão via arte. Não se deve rarear, mas amplia”, frisou.

Disse ser muito importante que haja programas de transferência de renda para que possa haver a formação profissional e cultural do jovem. “As políticas públicas de juventude, não podem caminhar isoladamente, mas junto com outras políticas que acontecem na cidade”, afirmou. Conclamou os presentes a tomarem conhecimento do Plano Nacional de Cultura, no site www.cultura.gov.br

O diretor de Juventude de São Vicente, Danilo Otto, entre outros assuntos e políticas de sua cidade, falou da importância de se discutir o Estatuto da Juventude, que, conforme disse, pode ser conhecido pela internet. Para ele, o segmento juventude é tão importante, quanto o da criança e do adolescente e do idoso. Discorreu sobre uma série de políticas que deram certo em sua cidade e que podem servir de exemplo para as demais da Baixada. A maioria dos municípios da região esteve representada, havendo no local inclusive pessoas do Interior do Estado.

Outra exposição muito valiosa foi a de Mina Su, uma rapper, que responde pela Central Única da Favela (Cufa), de Guarujá, e que desenvolve um trabalho social com jovens que já cometeram atos infracionais, sendo estes assistidos pela Casa de Recuperação local e pela Fundação Casa. “Usamos o movimento hip hop, ensinando a compor, tendo como objetivo a recuperação desses jovens”, explicou. Contou que atura também junto com o grupo de juventude de Guarujá.

Depois de assistir a uma apresentação de breakdance, os jovens foram brindados ainda com palestras do assessor para projetos de hip hop e políticas públicas de São Paulo, Márcio Santos e de Nego do grupo Ruídos Negros, que contaram suas experiências no sentido da conquista de espaço cultural. Sobre o evento, o coordenador de Juventude de Cubatão, Caio César Leite Martins, disse ter sido este “positivo, importante para a integração das políticas de cultura e de juventude até para fortalecer o movimento hip hop e o de juventude”.