A Secretaria de Saúde de Cubatão notou que um em cada quatro pacientes sumiu no dia dos exames / Divulgação/PMC
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A Secretaria de Saúde de Cubatão finalizou o balanço dos sete mutirões de exames laboratoriais realizados entre os meses de novembro e dezembro. Embora os números sejam positivos, com a realização de 16.700 procedimentos e o atendimento de 1.392 pessoas, as autoridades se preocuparam com um alto índice de pacientes que, mesmo com exames confirmados, simplesmente não compareceram às unidades.
De acordo com o levantamento oficial, a taxa de abstenção atingiu 24,83%. Na prática, isso significa que um em cada quatro pacientes "sumiu" no dia marcado, deixando equipamentos ociosos, equipes à espera e, o mais grave, impedindo que outras pessoas que estão na fila de espera pudessem antecipar seus diagnósticos.
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O secretário de Saúde de Cubatão, Márcio Oliveira, classificou o índice como "impressionante" e lamentou o impacto social dessa conduta. "Entendemos que imprevistos ocorrem, contudo constatamos um elevado número de faltas expressivas. Um paciente que falta em uma consulta ou exame está tirando a oportunidade de acesso a outra pessoa", destacou o secretário.
Os mutirões foram estrategicamente planejados para facilitar a vida do cidadão, ocorrendo em seis unidades diferentes para evitar grandes deslocamentos. O agendamento era feito com antecedência de sete a dez dias, e todos os pacientes passavam por um processo de confirmação.
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Mesmo assim, a evasão foi alta, o que levou a prefeitura a anunciar uma medida drástica: a realização de uma busca ativa. O objetivo é contatar cada um dos faltosos para questionar os motivos da ausência e tentar reeducar a população sobre a importância do comparecimento.
Os dados mostram uma realidade muito distinta entre os bairros da cidade. Enquanto algumas comunidades demonstraram alto comprometimento, outras registraram índices de ausência que beiram o descaso com o serviço público.
O pior índice: O CAIC/Vila Esperança registrou a situação mais crítica de toda a operação. Dos agendados, 38,25% não compareceram, totalizando 114 faltas em um único mutirão.
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A região norte: No Jardim Nova República, que recebeu duas ações, a abstenção também foi alarmante, variando entre 31,34% e 32,50%.
O bom exemplo: Na contramão dos "sumidos", a Vila Nova deu uma aula de cidadania. No mutirão realizado em novembro, o índice de faltas foi de apenas 6,08%, o menor registrado em toda a cidade.
O prejuízo não é apenas logístico, mas também de saúde pública. Os exames oferecidos nos mutirões são essenciais para o diagnóstico precoce e acompanhamento de doenças graves.
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Entre os procedimentos realizados estavam hemogramas completos, dosagens de colesterol, creatinina, ureia, triglicerídeos e vitaminas, além de testes para detecção de parasitas, HIV, sífilis e até indicadores de linfomas.
A prefeitura reforça que a colaboração da comunidade é vital para que a fila de espera continue diminuindo. A orientação é clara: caso o paciente saiba que não poderá comparecer, deve avisar a unidade de saúde com o máximo de antecedência possível, permitindo que a vaga seja repassada para o próximo da lista.