Verduras e legumes estão mais caros nas feiras

Feirantes de Santos afirmam que os preços de hortaliças foram reajustados há cerca de um mês. Ceagesp afirma que valor dos alimentos continua estável ou em queda

Comentar
Compartilhar
27 FEV 201511h06

“Cenoura a R$ 5,00? Não pode ser”.  Enquanto a Reportagem confere os preços dos legumes em uma barraca da feira livre montada na Avenida Pedro Lessa, no Embaré, em Santos, uma consumidora reclama da alta nos produtos. Entre os mais caros estão as verduras. Segundo os feirantes, a estiagem é apontada como o vilão do reajuste. A greve dos caminhoneiros ainda não afetou a oferta dos alimentos na Região.

“Aumentou tudo há cerca de um mês. O chuchu a gente vendia a R$ 2,00 o quilo, hoje não conseguimos vender por menos de R$ 5,00. Dizem que é por conta da falta de água. Couve manteiga, por exemplo, está difícil de conseguir”, disse o trabalhador de uma barraca. Segundo ele, mesmo com a elevação dos preços o consumidor continua comprando. “O pessoal está levando menos quantidade”, afirmou.

A professora de matemática Alenir Paiva dos Santos também sentiu no bolso a alta dos produtos. Não deixou de levar os alimentos para casa, mas observou que os preços têm aumentado desde novembro do ano passado. “A elevação foi de cerca de 60%. Achei que a couve-flor aumentou muito”, destacou.

Entre os mais caros está o pepino; o quilo do legume custa  R$ 5,00 (Foto: Matheus Tagé/DL)

E Alenir está correta. Na barraca de verduras, entre os alimentos que mais sofreram com os reajustes estão a couve-flor e o brocólis que custam em média R$ 4,00 a unidade. A bacia de alface, por exemplo, que há um mês custava R$ 1,50, agora é encontrada por R$ 3,00, no mínimo. A qualidade dos produtos também está baixa.

“A chuva é o principal fator para o aumento. A greve dos caminhoneiros ainda não afetou a gente”, disse o vendedor da barraca de legumes. Nesse gênero, a alta se destaca no pimentão, na vagem e no pepino. O último chegando a custar R$ 5,00 o quilo.

Entre as frutas, a alta nos preços pode ser verificada na uva (R$ 5,00 o quilo), no maracujá (R$ 4,50 o quilo) e na banana nanica (R$ 4,00 a dúzia).

Segundo a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp), os preços dos alimentos se mantiveram estáveis ou em queda nas últimas semanas. O que pode acontecer é que, devido ao fator ‘oferta e procura’, alguns comerciantes alterem o valor do produto. Ainda de acordo com o órgão, a greve dos caminhoneiros, em geral, não prejudicou o abastecimento.